terça-feira, 17 de abril de 2012

Dois milagres do Padre Pio


Enviado por Lamartine de Hollanda Cavalcanti Neto

Este Santo italiano tinha o dom de ler nas consciências, descobrindo aos penitentes os próprios pecados. Um desses casos passou-se com o Sr. Frederico Abresch, que relata o que lhe aconteceu em San Giovanni Rotondo, o convento onde vivia o referido sacerdote:
«Quando, em Novembro de 1928 fui procurar pela primeira vez o Padre Pio, não possuía a fé. Descendente de uma família protestante, violentamente anti-romana, fiz-me católico por razões de conveniência.
«As verdades da fé deixavam-me indiferente; mas apaixonava-me pelas ciências ocultas. Iniciei-me no espiritismo, mas pareceram-me pouco concludentes as mensagens de além-túmulo. Lancei-me então na magia, depois na teosofia e passei o meu tempo lendo livros sobre este assuntos. Para agradar à minha mulher, de tempos a tempos, aproximava-me dos sacramentos, mas sem convicção.
«Um belo dia, ouvi falar do Padre Pio, um frade capuchinho, estigmatizado, que, segundo me contaram, realizava milagres. Picado pela curiosidade, pensando também na minha mulher, gravemente doente, em vésperas de fazer uma operação que a privaria para sempre da felicidade de poder ser mãe, decidi-me tentar a sorte. Dirigi-me a San Giovanni Rotondo. Nem vale a pena revelar a minha desconfiança, tratando-se de fatos acontecidos na Igreja Católica, que, segundo a minha opinião, era um amontoado de superstições.
«Deixou-me frio o primeiro contato com o Padre Pio. Dirigiu-me algumas palavras, que me pareceram muito secas! Esperava um acolhimento mais afetuoso, depois de tão longa viagem. No entanto, decidi confessar-me. Mal me ajoelhei, logo o Padre me declarou que nas minhas confissões precedentes tinha ocultado pecados graves. Perguntou-me se eu ali estava de boa fé. Respondi considerar a confissão uma boa instituição social, mas não acreditar no caráter sobrenatural do sacramento. Contudo, alguma coisa me levou a acrescentar: - Agora, Padre, acredito.
«O Padre Pio calou-se um instante, depois, com uma expressão de dor indizível, exclamou: - Isso é heresia. Todas as suas confissões têm sido sacrílegas. E necessário fazer uma confissão geral. Faça um bom exame de consciência, lembrando-se de quando se confessou bem pela última vez. Jesus tem sido mais misericordioso com você do que com Judas. Olhou-me com ar sereno e disse-me em voz alta: - Sejam louvados Jesus e Maria! E foi para a igreja confessar as mulheres.
«Fiquei sozinho na sacristia, profundamente impressionado. Não me saíam dos ouvidos as palavras do Padre: Lembre-se de quando se confessou bem pela última vez... É certo que, ao fazer-me católico fui batizado “sob condição” e o batismo tinha apagado todos os pecados da minha vida passada. Por ocasião do casamento fiz uma boa confissão. Mas, agora, para minha tranqüilidade, decidi dizer todos os pecados, desde a minha infância. Tinha a cabeça em água, quando o Padre Pio reentrou na sacristia. Disse-me logo: - Vamos lá. Quando é que se confessou bem pela última vez?
«Comecei a balbuciar algumas palavras, mas ele interrompeu-me: - Confessou-se bem no regresso da sua viagem de lua de mel. Deixemos o resto e comecemos a partir desse momento. Estava pasmado. Mas o Padre Pio não me deixou tempo para eu refletir. Em voz alta, sob a forma de perguntas precisas, começou a enumerar todos os meus pecados acumulados há tantos anos. Chegou a dizer-me o número exato das Missas a que tinha faltado.
«Depois de me recordar todos os pecados mortais, fez-me ver a gravidade dessas faltas e ajuntou com um tom inesquecível: - Você cantava louvores a satanás, enquanto Jesus, no seu amor infinitamente carinhoso, se esforçava por salvá-lo. Depois de ter recebido a absolvição, senti-me tão feliz e tão leve que até me parecia ter asas. Ao voltar à povoação, com os outros peregrinos, comportei-me como uma criança doida de alegria.
«Humanamente falando, não há explicação para o que me aconteceu. O Padre Pio via-me pela primeira vez. Durante a confissão lembrou-me certos fatos por mim totalmente esquecidos. Estava ao corrente dos mais pequenos pormenores e punha-os em relevo».
Depois de se ter confessado, o primeiro cuidado de Abresch foi trazer a esposa doente ao Padre Pio. Sem saber como começar, a senhora disse, timidamente:
- Os três especialistas de grande categoria que consultei, aconselharam-me a sujeitar-me a uma operação. Que devo fazer?
- Pois bem, minha filha, faça o que dizem os médicos.
Lavada em lágrimas, a senhora exclamou:
- Mas então, perco a esperança de vir a ter um filho!
O Padre Pio levantou os olhos ao céu e passados alguns instantes, retorquiu com inesquecível doçura:
- Nesse caso, nada de ferros! Ficaria arruinada para o resto da vida.
«Entrei na cidade de Bolonha - escreve a senhora - cheia de alegria e esperança. Efetivamente, desde esse momento as hemorragias e todos os sintomas da doença tinham desaparecido.
Quando, passados dois anos, o meu marido procurou de novo o Padre Pio, este anunciou-lhe que eu teria um filho. Ele mandou-me logo um telegrama, que ainda hoje conservo, emitido desde San Giovanni Rotondo: «Estou louco de felicidade. Prepara o enxoval». Na verdade, passado um ano tive um bebê, cujo nascimento não me causou o menor mal, apesar dos terríveis prognósticos dos médicos. Meu marido e eu ficamos radiantes de alegria!.
O senhor Abresch conclui:







«O nosso bebê fez-se homem e hoje é sacerdote, tal como o Padre Pio tinha anunciado. São admiráveis os caminhos de Deus!»

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