quarta-feira, 20 de junho de 2012
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Jovem chinesa é obrigada a abortar
Mulher chinesa é forçada a abortar
A jovem chinesa Feng Juanmei, de 27 anos, foi forçada pelas autoridades comunistas de seu país a abortar em seu sétimo mês de gravidez. As fotos da pobre mãe com seu bebê assassinado está chocando o mundo inteiro.
O mundo inteiro está chocado com as tristes imagens desta infeliz mãe com seu filho morto ao seu lado, enquanto a cada dia milhares de mulheres na China são castigadas pela infame «lei do filho único».Medios locales informaron que lo más probable es que a Feng le fuera inyectada una sustancia denominada Lifannuo –un bactericida de gran efectividad-, usada a finales de los años 80 y principios de los 90, cuando las autoridades impusieron el límite de un solo hijo.
Ela não tinha 5.000 euros para comprar o «direito» ao segundo filho
LVL
15 de junho de 2012
A jovem chinesa Feng Juanmei, de 27 anos, foi forçada pelas autoridades comunistas de seu país a abortar em seu sétimo mês de gravidez. As fotos da pobre mãe com seu bebê assassinado está chocando o mundo inteiro.
A mãe, Feng
Jianmei, declarou aos meios de comunicação locais que foi injetado um produto químoco letal para matar seu filho, contra a sua vontade e a inocente vítima saiu à luz já morta 36 horas depois.
Ela já tinha um filho e as autoridades de controle de natalidade locais ordenaram-lhe que devia pagar uma multa de 5.000 euros. Como ela não tinha esse dinheiro (quase 15.000 Reais) foi presa pela polícia de Shannxi, agredida e levada a um hospital para ser submetida a um aborto forçado.
Feng recorda com horror que argumentou diante do departamento de «planificação familiar» expondo que não podia pagar a multa porque sua sogra necessitava de dinheiro para um tratamento contra o câncer.
Feng Jianmei disse que pelo menos 20 empregados do departamento chegaram à sua casa e a levaram presa. A caminho do hospital ela tentou resistir e foi brutalmente espancada, mesmo gestando uma criança de 7 meses.
No hospital ela foi amarrada e então injetaram uma substância letal no feto, não sendo permitida a presença de nenhum membro da família durante o traumático momento.
A mesma lei chinesa que determina este assassinato proíbe o aborto após o sétimo mês de gestação, o que caracteriza o crime contra a humanidade como também um crime contra as leis da própria China.
Feng disse que seu sogro, quando soube que ela havia sido presa e levada ao hospital, correu em sua ajuda, porém foi impedido de entrar na sala de obstetrícia.
O mundo inteiro está chocado com as tristes imagens desta infeliz mãe com seu filho morto ao seu lado, enquanto a cada dia milhares de mulheres na China são castigadas pela infame «lei do filho único».Medios locales informaron que lo más probable es que a Feng le fuera inyectada una sustancia denominada Lifannuo –un bactericida de gran efectividad-, usada a finales de los años 80 y principios de los 90, cuando las autoridades impusieron el límite de un solo hijo.
A mais famosa ovelha perdida do “ottocento” italiano
Racionalista e frívola, Alessandra
di Rudini converteu-se em Lourdes

“O abismo abre-se diante de mim, o humano despenca-se, já se despencou. O horror deste vazio atroz não se pode explicar com palavras humanas. Por quê vivemos? É afortunado quem pode responder com segurança a esta eterna pergunta”. Estas palavras, escritas por Alessandra di Rudini expressam a luta desta mulher entre a atração dos prazeres mundanos e o chamado de Deus, de Quem ela procurava fugir com todas as suas forças.
Alessandra di Rudini é uma das figuras mais fascinantes da alta sociedade italiana do século XIX, famosa “ovelha perdida” daquela época racionalista que deixava a Deus de lado, mas que no fundo, não queria abandoná-lO definitivamente, e somente viver como se não existisse. Até o dia em que de fato fizesse falta, para então voltar-se a Ele em situações desesperadas.
Alessandra nasce a 5 de Outubro de 1876 em Roma, no seio de uma família
da alta aristocracia siciliana. É filha de Antonio Starabba, marquês de Rudini,
que foi Administrador de Palermo aos 25 anos, depois do golpe de Garibaldi
sobre a Sicília dos Bourbons. Mais tarde, foi Prefeito de Palermo e de Nápoles,
chegando a ser também Primeiro Ministro do novo
Estado italiano de 1891 a 1892 e de 1896 a 1898. Fundou o Partido da
Jovem Direita com o qual triunfou para ocupar o cargo em seu primeiro mandato.
Entre seus logros políticos está o de ter assinado, em 1896, o Tratado de Adís
Abeba, que pôs fim às pretensões italianas sobre a Etiópia.
O marquês tinha idéias racionalistas e politicamente revolucionárias, e compartilhava a hostilidade do rei Víctor Manuel II em relação à Igreja Católica. Sua esposa, Maria de Barral, a mãe de Alessandra, não participava das idéias revolucionárias do marido, mas por causa de sua delicada saúde, pouco pôde influenciar na educação da filha.
O marquês tinha idéias racionalistas e politicamente revolucionárias, e compartilhava a hostilidade do rei Víctor Manuel II em relação à Igreja Católica. Sua esposa, Maria de Barral, a mãe de Alessandra, não participava das idéias revolucionárias do marido, mas por causa de sua delicada saúde, pouco pôde influenciar na educação da filha.
Alessandra tinha um irmão maior, Carlo, que seria esposo da filha do
político britânico Henry Labouchere, e que também seria conhecido na alta
sociedade daquele tempo. A família do marquês de Rudini levava em si as
contradições próprias da época em que seus personagens viveram: o
anticlericalismo próprio do “Risorgimento” italiano, fortemente influenciado
por esse espírito revolucionário e a idiossincrasia(maneira própria de ver,
sentir, reagir) daquele país que faz com que até os maiores inimigos da Igreja
tenham amigos entre os eclesiásticos, inclusive na alta hierarquia, e mais cedo
ou mais tarde lembram-se de Deus, por se acaso...
Desde criança mostra um carácter inquieto, impetuoso e perspicaz. Em vez
de brincar com casinhas e bonecas , prefere cavalgar no seu “pônei”(cavalinho)
ou então correr pelos campos com os cães de caça à procura de presas.
Por influência da mãe, que queria assegurar um bom colégio religioso para a filha, aos 10 anos ingressa no internato do Sagrado Coração de Trinità dei Monti, no alto da “escalinata” da Piazza di Spagna, em Roma. Sem dúvida, uma das escolas de melhor reputação naqueles tempos. Sua mãe tinha a esperança de que as religiosas ajudassem-na a corrigir seu caráter independente, mas não sòmente não o conseguiram, como, por causa de seu mal comportamento, tiveram que expulsá-la no fim do curso escolar. Seu pai usou tal episódio como pretexto para inscrevê-la numa escola de espírito liberal, onde Alessandra encontrar-se-á mais a gosto, muito diferente à das religiosas. De fato, naquele colégio a diretora deixava-lhe em liberdade e assim a jovem desfrutou de sua inclinação favorita: a leitura. Por influência das idéias liberais do colégio, sem a proximidade de sua mãe, aos 13 anos já estava cheia de dúvidas sobre a fé, que a acompanharam durante muitos anos.
Por influência da mãe, que queria assegurar um bom colégio religioso para a filha, aos 10 anos ingressa no internato do Sagrado Coração de Trinità dei Monti, no alto da “escalinata” da Piazza di Spagna, em Roma. Sem dúvida, uma das escolas de melhor reputação naqueles tempos. Sua mãe tinha a esperança de que as religiosas ajudassem-na a corrigir seu caráter independente, mas não sòmente não o conseguiram, como, por causa de seu mal comportamento, tiveram que expulsá-la no fim do curso escolar. Seu pai usou tal episódio como pretexto para inscrevê-la numa escola de espírito liberal, onde Alessandra encontrar-se-á mais a gosto, muito diferente à das religiosas. De fato, naquele colégio a diretora deixava-lhe em liberdade e assim a jovem desfrutou de sua inclinação favorita: a leitura. Por influência das idéias liberais do colégio, sem a proximidade de sua mãe, aos 13 anos já estava cheia de dúvidas sobre a fé, que a acompanharam durante muitos anos.
Aos 16 anos, quando terminou os
estudos, volta à residência familiar. Alessandra dá-se conta da ausência de sua
mãe, cuja enfermidade levou a se recolher num asilo. E a jovem assume as
tarefas da organização da casa, e passa a acompanhar o pai, chefe do Conselho
de Estado, em viagens e recepções de gala. Foram seus primeiros contatos com a
alta sociedade romana, na qual logo terá êxito graças a seu bom caráter e a sua
firme resolução.
E no entanto, encontra-se dividida interiormente, pois à sua felicidade
externa acompanhava-a o vazio de alma: “Era como se tudo se afundasse em minha
volta, e procurava com paixão desesperada um ponto seguro de apoio fora de mim
mesma. Lembro-me de algumas noites de ansiedade e de dor indizível. Não existe
pior dor que a da alma que busca e não consegue alcançar a verdade”. A leitura
da “Vida de Jesus”, de Ernest Renan – que recebeu o epíteto de “blasfêmo
europeu” por parte de Pio IX – , obra que negava o sobrenatural, vendo em Jesus
sòmente um homem extraordinário, foi fatal para a vacilante fé de Alessandra.
Tendo só 18 anos, já estava
tomada pela vida social, ombreando-se com a nata de sua época. Realizou um
cruzeiro no yate pessoal do imperador da Alemanha, Guillermo II, e estabeleceu
estreitas relações com a rainha Margarita da Italia.
Aos 19 anos recusa o casamento com o Grão Duque Sérgio, parente do Czar
da Russia, porque não é católico, mas ortodoxo. Naquele mesmo ano surpreende a
todos casando-se com Marcello Carlotti da Garda, marquês de Riparbella, dez
anos mais velho que ela. Os recém-casados instalam-se na extensa e luxuosa
propriedade que os Carlotti possuiam à beira do Lago de Garda. Mas pouco durou
esta felicidade familiar, que poderia ter trazido equilíbrio pessoal a
Alessadra. Em breve, Marcello manifesta sintomas de tuberculose. A partir de
1900, sente-se perdido e esforça-se em enfrentar a morte como adepto das
teorias materialistas. A enfermidade do marido serviu a Alessandra para se
voltar tímidamente à fé, procurando um prelado de Verona, Monsenhor Serenelli,
para que assistisse espiritualmente a seu marido. Quase nada se pôde fazer, já
que o marquês Carlotti recusou todo auxílio religioso e morreu a 29 de abril de
1900, sem manifestar sinal de abertura às realidades eternas. Alessandra fica
viúva aos 24 anos, com dois filhos.
A vida de Alessandra fica marcada
por duas tendências contraditórias: a de ser boa mãe e cuidar dos filhos, e a
de voltar à vida social que tanto a atraía. A amizade com Mons. Serenelli por
ocasião da enfermidade do marido, será agora uma constante em sua vida, se bem
que o prelado não tenha conseguido frear algumas das excentricidades da viúva.
Durante o inverno de 1900-1901, Alessandra deixa seus filhos aos cuidados de um instituro de
previdência social e parte para uma perigosa viagem de exploração por Marrocos, na qual fica impressionada com
a religiosidade dos guias muçulmanos. De volta à Itália, para satisfazer o desejo
do pai, regressa à vida mundana, se bem que confessa a algumas pessoas seu
desconcerto e sua busca espiritual. Alessandra vê-se sacudida pelas instáveis
marés da dúvida. Mons. Serenelli dá-se conta disto, e recomenda-lhe que seja mais humilde em sua
busca da Verdade. Após as exortações desse prelado, em fevereiro de 1902,
confessa-se e comunga, mas perseverará pouco tempo nessa disposição.
Em 26 de Maio de 1903, no Teatro Scala de Milão, Alessandra é
apresentada ao ímpio poeta e romancista Gabriel d’Annunzio (1863-1938), amigo
de seu irmão Carlo. D’annunzio, famoso por seus costumes libertinos, tinha
naquela época como amante a Eleonora Duse, a mais famosa atriz de teatro
italiano. Logo enamora-se de Alessandra, a quem foi-lhe difícil conquistar,
porque a fama de mulherengo do escritor não lhe agradava. A persistência de
D’Annunzio vence a resistência da jovem viúva, que apesar dos protestos de
familiares e amigos acaba convivendo escandalosamente com o escritor no seu
belo palácio perto de Florença. Assim, deixou seus filhos práticamente
abandonados.
Não muito tempo depois, a sua vida de luxo e de diversões desenfreadas é
sacudida por uma grave doença que a surpreende na primavera de 1905, levando-a
às portas da morte. É transladada para uma clínica, onde sofre duas
intervenções cirúrgicas.
Ao sair da clínica seu aspecto físico está ressentido e ela nota que
D’Annunzio já não é tão carinhoso como antes. Durante a convalescença, o
escritor havia feito uma nova conquista, a Condessa de Mancini. Em fins de
1906, dá-lhe a entender que estava demais em sua mansão e Alessandra tem que
voltar a sua residência do Lago de Garda, dolorida e humilhada.
O
sofrimento ilumina sua alma, cegada pelas paixões
Mas tal humilhação foi a ocasião para se abrir à graça de Deus.
Profundamente desgostada e decepcionada,
Alessandra torna-se cada vez mais consciente de que as vaidades e as felicidades mundanas são falsas e passageiras.
No seu coração surge impetuosamente o problema da fé. Volta-se então para o
estudo da Religião e entra em contacto com Mons. Serenelli, sacerdote culto e
piedoso, em fins de 1907. O bom prelado não recusa em receber a filha pródiga,
cuja confissão escuta com solicitude. Na primavera de 1908, Alessandra faz um
retiro espiritual de Santo Inácio. Ela experimenta nessas circunstancias como
Deus trata com misericórdia os corações aflitos e abandonados.
Mas sua conversão definitiva estava ainda por chegar. Tendo voltado às suas obrigações maternas, pede a um sacerdote francês, o Padre Gorel, que se fizesse preceptor de seus filhos, e ao referido eclesiástico expõe seus tormentos interiores e suas dúvidas de fé. O bom sacerdote recomenda-lhe uma peregrinação a Lourdes, onde ficaria curada interiormente. Ele não sabia até que ponto suas palavras iam se tornar realidade.
Mas sua conversão definitiva estava ainda por chegar. Tendo voltado às suas obrigações maternas, pede a um sacerdote francês, o Padre Gorel, que se fizesse preceptor de seus filhos, e ao referido eclesiástico expõe seus tormentos interiores e suas dúvidas de fé. O bom sacerdote recomenda-lhe uma peregrinação a Lourdes, onde ficaria curada interiormente. Ele não sabia até que ponto suas palavras iam se tornar realidade.
Em sua viagem, iniciada com muito ceticismo em agosto de 1910,
providencialmente ela estava presente no momento de um prodígio: uma senhora
francesa é milagrosamente curada de sua
enfermidade. O Dr. Boissaire, médico
encarregado de verificar tais curações, comprova seu caráter inexplicável para
a ciência.
Depois de longos anos de atormentada busca, reencontra a fé e tem a
certeza de que Deus a chama para a doação total da sua vida. Para agradecer à
Virgem Imaculada a preciosa graça recebida, manda esculpir uma estátua do cego
curado por Jesus, que ainda hoje se venera naquele santuário. Pretende assim
expressar que também ela, cega pela paixão, foi ali curada da cegueira espiritual.
Alessandra volta a Itália totalmente transformada, depois de ter feito
um profundo ato de fé em Lourdes: “Pensei muito sobre o milagre que presenciei
em Lourdes, e alegra-me reconhecer que não atuei levada por um movimento de
emoção religiosa, mas por um ato voluntário e pensado, preparado ao longo de
muitos anos de estudo e meditação”.
Radical
mudança de vida
A partir de então começa uma ascensão espiritual que se traduzia na
volta a uma antiga idéia da juventude, antes de ser sacudida pelas paixões: a
da vida religiosa, rumo à qual se dirige sob a guia de seu novo confessor.
Percebe entretanto, que uma decisão desta natureza vai contra tudo
quanto o mundo pensa. Está porém decidida a não voltar atrás, embora sabendo
que terá de deixar os dois filhos.
Depois desta experiência, a marquesa Alessandra muda radicalmente o seu
comportamento. Entrega-se a uma vida de penitência e oração com tal intensidade
que espanta os seus familiares e conhecidos. Ela sente no seu interior que o Senhor Deus a chama para a
vida austera das Carmelitas Descalças..
Aconselhada pelo Padre Gorel em julho de 1911, a marquesa empreende o
caminho do Mosteiro das Carmelitas em Paray-le-Monial, localidade célebre pelas
aparições do Sagrado Coração de Jesus. Uma luz interior lhe faz ver que está
ali o lugar que a Providência preparou para ela. Convence-se que o Coração de
Jesus a encaminha para uma vida de amor e reparação, tal como Ele a pediu para
Santa Margarida Maria Alacocque.
Ademais, escolheu a França porque na Itália era muito conhecida.
Antes de partir para o convento, Alessandra procura com solicitude que
tudo para seus filhos fique em ordem e bem encaminhado.
Por medida de prudência não revela a sua decisão a ninguém. Ao filho
Antonio que a interroga acerca desta nova viagem, responde apenas: --Filho,
conforma-te em saber de momento, que a tua mãe não fará nada contra a honra e
as tradições da nossa família.
Pouco dias depois os filhos Antonio e
André escolhem a carreira militar.
Pedido público de perdão
Alessandra sente também a necessidade de pedir perdão pelo escândalo
dado por ela na povoação do falecido marido, Marcelo Carlotti.
Numa Missa de domingo na Igreja Paroquial repleta de fiéis, depois da
proclamação do Evangelho, inspirada pela loucura dos santos, levanta-se do seu
lugar e como pobre pecadora pede perdão a todos pelos maus exemplos da sua vida
passada.
Esta atitude heróica permanecerá viva na lembrança do povo de Garda,
durante muitas décadas.
Entrada no Carmelo
A 28 de Outubro de 1911, depois das últimas recomendações aos filhos, a
Marquesa Alessandra di Rudini, elegantemente vestida, cruza o portão do Carmelo
de Paray-le-Monial, que se fecha atrás dela sôbre um mundo que deixa sem
saudades.
Ali recebe o nome de Irmã Maria de Jsus e abraça com heroica fidelidade
a vida austera das carmelitas totalmente voltada para a oração, reparação e
imolição de si.
Encontra finalmente a paz de alma que tanto ansiava.
Para Alessandra di Rudini a vida religiosa foi-lhe muito penosa,
especialmente dura no Carmelo que ela mesma havia escolhido, por querer fazer
penitência dos pecados da vida passada.
Durante o noviciado recebe a notícia de que o filho André se encontra
gravemente doente com tuberculose. Com o consentimento da superiora vai visitar
o filho. E para dissimular aos olhos dos familiares a sua nova vida religiosa,
veste outra vez a roupa elegante, põe as jóias de quando era marquesa e vai a
uma cabeleireira dar um arranjo ao cabelo de modo a não chamar demasiado a
atenção. Em Roma confia André à
solicitude da fiel servidora Ana e interna-o num luxuoso sanatório da Suíça.
Começa então a revelar gradualmente aos familiares a nova orientação da
sua vida, o que provoca neles repulsa e incompreensão. Oito dias depois está de
regresso ao convento.
Um pouco mais tarde também o filho
Antonio, tuberculoso, irá juntar-se a André no Sanatório.
Em 1913 a Irmã Maria de Jesus faz a profissão religiosa com um ligeiro
atraso à data prevista. Isso porque num gesto de admirável caridade pede autorização
para interromper o retiro espiritual preparatório da profissão, para poder
tratar de uma irmã doente com tuberculose.
Enquanto a trata fere-se com uma seringa infectada, o que lhe acarreta
graves danos à saúde.
As provações
Às durezas da observância da regra, às quais pouco a pouco se acostuma,
unir-se-á a morte por tuberculose de seus dois filhos, Andrea e Antonio, em
1916, o que a leva a uma profunda crise de conciência por reconhecer que havia
sido uma péssima mãe ao ter abandonado seus filhos.
Amadurecida pelo sofrimento e pela ação da graça em tão pouco tempo,
Maria de Jesus ganha a estima e a confiança de tôdas as irmãs. Primeiro é
eleita Mestra das Noviças e depois Superiora, a 1 de Junho de 1917. Soprepõe-se
a tudo com sua grande força de vontade e desejo de santificar-se.
Entretanto, com a infecção contraída, a saúde piora. E estende-se por
todo o corpo incluindo os dentes.
Na agonia, inteiro desprendimento
Apesar disso não duvida em gastar
os bens herdados dos pais e do marido em obras da Religião. Conclui a
construção do Mosteiro de Paray-le-Monial e funda três outros mosteiros em
França: Valenciennes (1924), Montmartre (1928) ao lado da Basílica do Sagrado
Coração de Jesus e por último, a rehabilitação da antiga Cartuxa de Le
Reposoir, num solitário cume da Alta
Saboya, lugar ideal para a vida eremítica e contemplativa. Aí consegue
que o Estado reabra um colégio fechado em 1919.
A sua alma totalmente imersa no
amor eterno só conhece duas formas de descanso: o descanso em Deus na mais
intensa actividade e o descanso de se dar inteiramente ao próximo.
Em Março de 1930 sua saúde piora repentinamente como consequência da
infecção que invade todo o organismo, padecendo sobretudo do fígado e dos rins.
É submetida a três cirurgias, sem resultado.
Com admirável serenidade vai ao encontro da morte. A 2 de Janeiro de
1931 abandona-se nos braços do Pai com ilimitada confiança, humildade e
intimidade, dizendo: “Pai, em vossas mãos entrego o meu espírito”. Alguns dias
antes havia declarado, resumindo uma vida turbulenta e, desde muitos pontos de
vista, fascinante: “Diante da proximidade da morte, senti algo que nunca havia
experimentado:a atração de Deus, a sede de Deus; e comprendi até que ponto era
fácil e bom ir até Ele”.
* * *
Morre assim uma das mulheres que mais se destacou pela sua cultura,
riqueza e atractivo pessoal na soiedade italiana dos princípios deste século.
Nela o Senhor Deus se dignou fazer resplandecer os infinitos tesouros do seu
Amor Misericordioso.
Madre Maria de Jesus, antes Marquesa de Rudini e Marquesa de Riparbella,
recorda-nos de forma viva que quanto maior é o abismo da nossa miséria, tanto
mais Deus vem ao nosso encontro se, com humildade e confiança nos abandonarmos
a Ele, que tudo pode, tudo vence e nunca desilude a nossa fé.
Obs.: “ottocento”italiano
= os anos do século XIX, na Itália
http://www.historiadelaiglesia.org/2011/12/la-mas-famosa-oveja-perdida-del.html
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quinta-feira, 14 de junho de 2012
Milagres de Santo Antônio
Filho de Martinho de Bulhões e
Teresa Taveira, defamílias ilustres, recebeu o nome de Fernando no Batismo. Aos
15 anos, entrou no convento da Ordem dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho,
nas proximidades de Lisboa. Aí ficou dois anos e pediu para ser transferido
para o mosteiro de Santa Cruz em Coimbra, porque eram tantas as visitas de
parentes e amigos, que perturbavam sua paz. Em Coimbra fez filosofia e teologia
e foi ordenado Padre.
Nesse mosteiro de Coimbra, se
hospedaram os frades Franciscanos do convento de Santo Antônio dos Olivais,
quando viajavam para converter os muçulmanos em Marrocos, na África. Pouco
tempo depois, os restos mortais desses frades, martirizados em Marrocos,
voltaram a Portugal, para o sepultamento desses heróis em Coimbra, onde morava
o Rei de Portugal. Nessa ocasião, Santo Antônio sentiu grande desejo de
evangelizar Marrocos e imitar os mártires. Por isso, no verão de 1220, entrou
para a Ordem dos Franciscanos, mudou seu nome para Antônio.
Pouco antes de sua morte, São
Francisco de Assis apareceu em um testemunho silencioso à obra do seu glorioso
filho, Antônio de Pádua. Durante os últimos dias do mês de Setembro os frades
se reuniram em Arles. Antônio pregou, tendo como texto, "Jesus de Nazaré,
Rei dos Judeus". No meio do sermão de Antônio, um dos frades notou a
presença de São Francisco na sala. O Santo Seráfico, suspenso no ar, estava com
as mãos levantadas em bênção sobre os frades. Naquele momento todos os presentes
foram preenchidos com uma paz tão grande, que elas se perguntaram o que tinha
acontecido. Quando o frade contou a visão que ele tinha visto, eles sabiam que
São Francisco tinha vindo especialmente para abençoar a obra de Antônio. Ele
seria verdadeiramente a Arca do Testamento e o Martelo dos Hereges.
Santo Antônio foi pregar na
cidade de Rímini, onde dominavam os hereges que resolveram não ouvi‑lo em
hipótese alguma. Frei Antônio subiu ao púlpito e quase todos se retiraram e
fugiram. Não esmoreceu e pregou aos que tinham ficado. Inflamado pela
inspiração Divina, falou com tal energia que os hereges presentes, reconheceram
seus erros e resolveram mudar de vida. Mas o Santo não estava contente com o
resultado parcial Retirou‑se para orar em solidão, pedindo ao Altíssimo que
toda a cidade se convertesse.
Saindo do retiro, foi direto
às praias do Mar Adriático e, em altos brados clamou aos peixes que o ouvissem
e celebrassem com louvores ao seu supremo Criador, já que os homens ingratos
não queriam fazê‑lo. Diante daquela voz imperiosa, apareceram logo os
incontáveis habitantes das águas, e se distribuíram ordenadamente, cada qual
com os de sua espécie e tamanho. Os peixes ergueram suas cabeças da água e
ficaram longo tempo imóveis, a ouvi‑lo.
Alguns hereges resolveram
matar Santo Antônio, envenenando‑o. Convidaram‑no para comer com eles, dando
como pretexto debater sobre alguns pontos da Fé. Santo Antônio sempre aceitava
comparecer a esses debates e polêmicas. Os hereges puseram diante dele, entre
outros pratos, um que continha veneno mortal. Antes que o tocasse, Deus revelou‑lhe
a cilada e o Santo, conservando toda a calma, repreendeu os hereges pela
traição.
Vendo revelado o intento
perverso, os hereges não se abalaram e responderam cinicamente: "É verdade
que esse prato tem veneno, mas nós o colocamos aí porque desejamos fazer uma
experiência: no Evangelho está escrito que Jesus Cristo disse aos seus
discípulos que ainda que tomassem veneno mortal nenhum mal sofreriam e estamos
querendo saber se és de fato discípulo de Cristo".
Santo Antônio fez o sinal da
Cruz sobre aquele prato e o comeu com apetite, saboreando a comida envenenada
como se fosse alimento saudável, e nada sofreu, deixando mais uma vez os
hereges confusos e assombrados.
Durante uma pregação, cujo tema
era a Eucaristia, levantou‑se um homem dizendo: AEu acreditarei que Cristo está
realmente presente na Hóstia Consagrada quando vir o meu jumento ajoelhar‑se
diante da custódia com o Santíssimo Sacramento@. O Santo aceitou o desafio.
Deixaram o pobre jumento três dias sem comer. No momento e lugar pré‑estabelecido,
apresentou‑se Antônio com a custódia e o herege com o seu jumento que já não
agüentava manter‑se em pé devido ao forçado jejum. Mesmo meio‑morto de fome,
deixou de lado a apetitosa pastagem que lhe era oferecida pelo seu dono, para
se ajoelhar diante do Santíssimo Sacramento.
No domingo de Páscoa enquanto
pregava na Catedral, Santo Antônio lembrou‑se de que fora designado para entoar
a Alleluia na Missa que se celebrava naquele momento na Igreja do Convento
franciscano. Não querendo faltar com a obediência e não podendo descer do
púlpito, parou um pouco, calou‑se como se estivesse retomando a respiração e,
nesse momento, foi milagrosamente visto no Coro de seu convento, entoando a
Alleluia. Esse prodigioso milagre de bilocação foi assistido e certificado por
muitas testemunhas, espalhando‑se a notícia em todos os locais.
Imediatamente depois da tomada
de seus deveres novos na ordem em Limoges, um fato chamou a atenção de Antônio,
um dos principiantes pensava em deixar a comunidade. Deus revelou a tentação do
principiante de modo que Antônio pudesse o ajudar na hora de sua necessidade. O
novo franciscano foi chamado à presença de seu superior. Antônio abraçou‑o com
toda a afeição de um pai. Então ele revelou o que lhe estava incomodando.
Quando terminou, Antônio assoprou no principiante e disse, " Receba o
Espírito Santo! " De repente a tentação incômoda de retornar ao mundo
tinha desaparecido completamente. O principiante tomou seus votos e perseverou
na vocação religiosa que com a ajuda de Santo Antônio.
Santo Antônio pregava em
Briba, quando uma senhora, apressada para assistir seu sermão, deixou sobre o
fogo um caldeirão com água, sem se lembrar de que seu filho pequeno ficara só
em casa. Ao chegar da pregação, viu com horror que o menino havia caído dentro
do caldeirão e que a água estava fervendo. Bem se pode imaginar os gritos de
desespero que deu a pobre mãe! Não ousava aproximar‑se, certa de que
encontraria a inocente vítima horrivelmente queimada e morta. Mas, cheia de fé
em Santo Antônio, invocou‑o e quando aproximou‑se seu filho estava são e salvo,
brincando e pulando na água fervente, sem que esta lhe queimasse.
Certa vez Santo Antônio
pregava em uma plataforma improvisada na praça da cidade. Mas antes que começou
seu sermão, Antônio pausou por um momento para advertir sua audiência, "
Enquanto eu lhe estou falando, o diabo fará com que esta plataforma desmorone.
Mas ninguém se machucará." O sermão mal tinha começado quando a predição
de Antônio foi cumprida. Com um grande ruído a plataforma desmoronou. Ninguém
desanimou por sua queda. Antônio escovou a sujeira de seu hábito, e foi fazer o
seu sermão. Satanás teria que fazer muito mais do que isto para impedir que um
Franciscano zeloso como Santo Antônio de Pádua pregasse a palavra de Deus.
Santo Antônio passava muito
tempo no confessionário. Eram problemas estranhos e dolorosos de todos os
tipos. Um penitente encontrou e quando se ajoelhou nos pés do padre
Franciscano, era incapaz de confessar seus pecados. A amargura que encheu seu
coração era tão grande que simplesmente não conseguia falar. Antônio leu seu
coração e soube que o arrependimento era sincero. Sendo assim disse ao homem,
" Vá para casa, escreva seus pecados em um pedaço de papel, a seguir traga
o papel de volta para mim." Assim fez o homem. Santo Antônio mandou‑o ler
a lista, obedientemente o penitente começou com o primeiro. Admirado viu que,
cada pecado dito, desaparecia do papel. Quando o último pecado tinha sido
confessado, o papel estava perfeitamente em branco.
Em Arezzo vivia um homem
nobre, mas tão colérico que quando se irritava parecia perder o juízo. A
esposa, senhora de muito siso e prudência, teve um dia a infelicidade de
proferir umas palavras que irritaram o marido a tal ponto que ele se atirou
sobre ela espancando‑a cruelmente, chegando a lhe arrancar os cabelos. Com os
gritos da infeliz, os vizinhos correram para acudi‑la, encontrando‑a quase
morta na cama. O marido, depois de serenar, envergonhou‑se do que tinha feito e
lembrando‑se da fama de Santo Antônio, foi procurá‑lo arrependido, pedindo que
o ajudasse.
O piedoso Santo foi logo
procurar a senhora, abençoando‑a e, fazendo o sinal da Cruz sobre ela, começou
a rezar. Pouco a pouco ela foi recuperando o antigo vigor e, milagrosamente,
quando se ajoelhou aos pés do Santo, renasceu todo o cabelo.
Os últimos dias de Santo
Antônio foram passados com seu amigo, o conde Tiso, em Campo Sam Piero. Lá, na
propriedade arborizada do nobre, Antônio viu uma árvore de noz gigante e lá
iria descansar. Seus irmãos de fé, Roger e Luke Belldi, construíram uma pilha
com os galhos da árvore como um abrigo para o Santo. As pessoas vinham ouvir
Santo Antônio e para isso tinham que passar pela propriedade de um fazendeiro
vizinho que tinha plantado um campo de grãos. A compressão de muitos pés de
trigo arruinava a plantação quase madura. O fazendeiro queixou‑se ao Santo que
o consolou, e falou-lhe para voltar no dia seguinte para colher seus grãos. O
fazendeiro fez como foi dito. Quando retornou no dia seguinte, viu com
perplexidade cada bocado da grão completamente ereto e inteiramente maduro para
a colheita.
Uma mulher de Pádua foi
procurar gravetos um dia para que ela pudesse fazer um fogo em sua casa. No
caminho de volta, a mulher passou por uma lagoa na beira da estrada. Ela olhou
para o lago deu um grito de horror. No fundo da lagoa estava o corpo de sua
filha. De alguma forma, a menina tinha caído na água e se afogou. A mãe entrou
na lagoa e arrastou o corpo até à estrada. Mas era tarde demais. Na angústia da
mãe lembrou‑se de Santo Antônio e os milagres que tinha feito de seu túmulo.
Cheia de confiança no poder do Santo, ela prometeu deixar uma lembrança para a
Basílica do Santo se a vida de sua filha fosse restaurada. Logo que a mãe tinha
acabado a sua oração e fez seu voto, a filha começou a dar sinais de vida. Com
os devidos cuidados a jovem se recuperou completamente em um tempo muito curto.
Um senhor nobre de Ferrara era
tão ciumento com sua esposa que recusou reconhecer sua primeira criança como
sua. O marido insensato não tinha nenhuma razão para duvidar da fidelidade de
sua esposa mas ele não queria saber de seu filho. Em seu desespero a esposa foi
pedir ajuda a Santo Antônio. O Santo falou ao nobre por horas e finalmente conseguiu
fazer com que ele visse a irracionalidade de seu ciúme. Só aí então a
enfermeira trouxe a criança. Por um instante, sua velha irracionalidade
retornou, então Antônio virou para a criança e disse, "Em nome de Jesus
Cristo, fale e diga quem é seu pai!" A criança apontou para a nobre e, com
voz de uma criança mais velha disse: este é, meu pai!" Com isso o pai
pegou e tomou a criança em seus braços. Santo Antônio tinha ajudado a conservar
uma família e um casamento.
Ocupado na província de
Veneza, foi nessa época que um cavalheiro florentino morreu e seus parentes
planejavam um elaborado funeral para o defunto. Antônio estava no bairro e foi
convidado a pregar o sermão fúnebre. Mal sabiam os enlutados qual seria o
sermão que Antônio realmente faria. Como texto Antônio escolheu: "Onde
está o teu tesouro aí está o teu coração também.@ No meio do sermão, ele fez
uma pausa brusca. Depois, em tom solene, ele continuou: "Este homem está
morto, e sua alma está enterrada no inferno! Vamos! Abra seus cofres, e vocês
vão encontrar o seu coração!" Os parentes surpresos fizeram como o Santo
Antônio ordenou‑lhes. O baú foi aberto. Lá, no meio de todas as peças de ouro,
havia o coração do homem que, embora rico em tesouros terrestres, morreu pobre
nas coisas do Céu.
Certa vez, Santo Antônio
precisou de alojamento em Pádua e um senhor nobre, da família dos Condes de
Campo Sam Piero, teve a honra de o acolher em sua casa. Uma noite, vendo do
lado de fora do quarto de Frei Antônio alguns raios de luz, aproximou‑se e viu
o Santo segurando nos braços um gracioso Menino. Ficou cheio de espanto por tão
extraordinária maravilha.Compreendeu que se tratava do Menino Jesus que se
tornara vísivel ao Santo para recompensá‑lo com celestes consolações pelas
fadigas sofridas. Enquanto ainda observava, o Menino desapareceu. Saindo do
êxtase, Frei Antônio deixou o quarto e dirigiu‑se ao dono da casa, dizendo que
sabia que ele o havia observado durante a aparição. Pediu então com insistência
que não revelasse o que tinha visto. O senhor cumpriu a palavra, somente
revelando o fato depois da morte do Santo. A história o tocara profundamente e
todas as vezes que a relatava, não conseguia reter as lágrimas.
Um rapaz foi assassinado perto
da casa de Martinho de Bulhões, pai de Santo Antônio. Os assassinos levaram o
corpo para o quintal de Martinho e ali o enterraram, sem que o proprietário do
terreno soubesse. Mais tarde, foi descoberto pela Justiça o corpo na casa do
infeliz fidalgo e este foi acusado pelo crime. Diante dos gravíssimos indícios
de sua culpa, permaneceu quinze meses preso e, finalmente, estava sendo julgado
e seria com certeza condenado à morte. Frei Antônio foi misteriosamente avisado
do perigo que ameaçava seu pai. E foi imediatamente pedir ao Guardião do
convento que o deixasse ausentar‑se de Pádua por pouco tempo. Assim que foi
autorizado, viu‑se transportado num instante à Lisboa, indo direto ao tribunal
e, depois de beijar a mão de seu pai em sinal de respeito, tomou a sua defesa.
Os juízes ficaram impressionados com o aparecimento daquele inesperado advogado
e com a segurança com que ele falava, mas não se convenceram da inocência do
réu, tantas eram as provas que tinham de sua culpa.
Faltando testemunhas de
defesa, Santo Antônio apelou para o depoimento da vítima. Os assistentes, surpresos
com a estranha proposta, começaram a rir. Mas Frei Antônio insistiu e os juízes
levados pela curiosidade, consentiram que ele chamasse o morto como testemunha
da defesa. Chegados à sepultura do falecido, o Santo ordenou que a abrissem e
chamou o frio cadáver em voz alta, ordenando‑lhe em nome de Deus que dissesse
aos juízes a verdade sobre o seu assassinato. Imediatamente o morto levantou‑se
como se estivesse vivo e respondeu com voz sonora que Martinho de Bulhões era
inocente e não estava manchado pelo seu sangue. Em seguida, deitou‑se na
sepultura.
Santo Antônio, depois de se
despedir do pai, desapareceu. Ficaram os juízes e a assistência assombrados com
o milagre que acabavam de presenciar. O nobre Martinho de Bulhões, graças ao
seu santo filho, teve sua vida salva. Os verdadeiros culpados foram
descobertos.
Em 1231, seu sermão alcançou o
ápice de intensidade, porém, foi neste mesmo ano que o Santo foi acometido de
uma doença inesperada, e ele veio a falecer em Arcella, no dia 13 de junho, aos
36 anos de idade.
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sexta-feira, 1 de junho de 2012
Lampião e as provas da existência de Deus
por Alexandre de Hollanda Cavalcanti
Todo
brasileiro já ouviu falar das aventuras do famoso cangaceiro Lampião, que nos
primeiros anos do século passado tanto temor causou nas populações nordestinas. Nos imaginemos nas caatingas do Nordeste, onde os cangaceiros, chefiados pelo
espertíssimo Virgulino Ferreira, faziam suas andanças. Por entre as folhas
secas e espinhosas surgem os homens vestidos de couro, com cintas de balas
cruzadas sobre o peito, armados de gravinotes e granadeiros, com um par das famosas
“peixeiras” à cinta.
- Abre logo a porta, Dona
Maria, aqui é Lampião!
- Nóis num vai robá
nada não, só queremo que a sinhora dê de cumê prá nóis!
- Intão espera de
fora, que eu vô aprepará a cumida... minha Virge, Nossa Sinhora,
me protege prá esses cabra gostá da cumida e mi deixá em
paz!
Após alguns minutos a comida estava pronta e os cangaceiros se
alimentavam tranqüilos, quando um deles falou:
- Ôxe, Da. Maria, essa cumida tá insossa (sem sal)!
-
Mas pia só que cabra ingrato - gritou Lampião - a véia deu cumida
pra nóis e tu ainda recrama do sal? Ô Da. Maria traz um quilo de
sal que esse cabra vai ver o que é bom prá tosse!
Assim,
o cangaceiro foi obrigado a comer um quilo de sal, sem direito a água por um dia,
sob a mira do fuzil de “Meia-noite”, o cabra mais valente da tropa de Lampião.
Imaginemos
a situação deste coitado: ele sentia uma sede que nunca tinha visto igual: a
sua boca estava seca, a garganta ardia, os lábios estavam completamente
rachados, um desejo ardente por um pouco de água...
Essa
sede tremenda que o cangaceiro sentia era devido ao excesso de sal e à falta de
água em seu corpo, pois dois terços do nosso corpo é feito de água.
Podemos
aqui verificar, como Deus, sabendo da necessidade dos homens ingerirem água,
colocou em suas laringes, células sensitivas que ressecam e enviam ao cérebro
sensação de secura, tão logo o organismo necessite de reposição de líquidos.Então, Deus colocou no homem um sistema que ensina, com precisão, a hora em que a pessoa deve ou não beber água. Ninguém precisa calcular a necessidade de água por dia, Deus fez todos os cálculos, colocou-os em nosso cérebro e, quando falta água, sentimos sede, bebemos de novo... é um mecanismo de auto-regulação: faltou, o corpo avisa, a pessoa bebe, tudo volta ao normal.
Vamos dar outro exemplo: Quando qualquer elemento estranho invade o
nosso organismo (germes, vírus, bactérias, etc.) acontece como num país que é
invadido: todo o exército de defesa (que são os anticorpos) vão em cima dos
inimigos para destroçá-los. Mas, num país não existe somente um Exército,
existem também a Marinha e a Aeronáutica, que servem para transportar as tropas
para o local de combate.
Da mesma forma, nosso corpo, estes
anticorpos que estão guardados em seus reservatórios naturais (Quartéis
Generais do organismo), precisam ir rapidamente para o local invadido e
combater o inimigo. Assim, basta ter a notícia de uma infecção, o coração
começa a bater mais rápido, aumentando a circulação e a velocidade do sangue na
superfície da pele, para poder enviar ao local um grande número de leucócitos e
bastante fibrina, que é um material que forma uma verdadeira capa sobre os
invasores, impedindo que os mesmos tomem conta de todo o organismo. Daí,
forma-se o que chamamos uma inflamação. A inflamação é, na verdade, um
verdadeiro cerco que o organismo monta para vencer o inimigo.
Aqui
nós vemos mais um ponto onde a perfeição de Deus se manifesta na proteção de
cada um, como Ele quis colocar nos homens todos esses elementos de defesa, para
evitar a destruição de Sua Criação. É interessante observar que, para que isso
tudo aconteça, a gente não precisa, sequer, pensar. Isso vai acontecendo
automaticamente, porque Deus quis que fosse assim! Tudo foi precisamente
planejado pelo Criador antes mesmo de que fosse criada a própria vida sobre o
nosso planeta. Mesmo assim, ainda há quem defenda que tudo isso que vemos no
mundo aconteceu por acaso! Observando as coisas criadas, se patenteia como Deus
já nos preparou para todas as situações que podem ocorrer em nossa vida, como
Ele, não tendo passado, nem presente, nem futuro, já previa as necessidades dos
homens e já colocou esse sistema para agir nas horas certas.
É
possível afirmar, honestamente, que tudo derivou da simples aproximação de
moléculas com quatro ou cinco átomos cada uma, sob a ação energética dos raios
solares?
É
possível demonstrar que essa obra de inteligência sobre-humana é devida à
não-inteligência e à idiotia do acaso cego?
Evidentemente,
para que haja tal organização é necessário haver Alguém, sumamente inteligente
e criador, que tenha executado com magistral perfeição a ordenação de toda a
matéria por ele mesmo criada: e este Alguém, evidentemente, é Deus!
Pensar
que na base da vida não haja uma organização produtiva adequadamente
predisposta, antecipadamente programada, seria delírio de criança, para dizer
pouco. Deus nos criou e nos amou de tal maneira que preparou tudo para o bem de
cada um de nós. Se Ele assim agiu no campo natural, o que não fará no campo sobrenatural?
Basta pensar na Encarnação, na Paixão e na Redenção, para nosso amor por Ele
subir até as máximas alturas da santidade!
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sexta-feira, 11 de maio de 2012
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