sexta-feira, 1 de junho de 2012

Lampião e as provas da existência de Deus

por Alexandre de Hollanda Cavalcanti

Todo brasileiro já ouviu falar das aventuras do famoso cangaceiro Lampião, que nos primeiros anos do século passado tanto temor causou nas populações nordestinas. Nos imaginemos nas caatingas do Nordeste, onde os cangaceiros, chefiados pelo espertíssimo Virgulino Ferreira, faziam suas andanças. Por entre as folhas secas e espinhosas surgem os homens vestidos de couro, com cintas de balas cruzadas sobre o peito, armados de gravinotes e granadeiros, com um par das famosas “peixeiras” à cinta.
No meio das andanças, Lampião pára num velho rancho, onde a dona da casa reza apavorada, pedindo a proteção da Mãe de Deus, contra a violência dos bandidos. E a coronha do fuzil bate com violência à porta...
- Abre logo a porta, Dona Maria, aqui é Lampião!
- Eu nun vô abri não sinhô, eu sozinha e num tenho nada prá mode vocês robá não, viu!
- Nóis num vai robá nada não, só queremo que a sinhorade cumê prá nóis!
- Intão espera de fora, que eu vô aprepará a cumida... minha Virge, Nossa Sinhora, me protege prá esses cabra gostá da cumida e mi deixá em paz!
Após alguns minutos a comida estava pronta e os cangaceiros se alimentavam tranqüilos, quando um deles falou:
- Ôxe, Da. Maria, essa cumida tá insossa (sem sal)!
- Mas pia só que cabra ingrato - gritou Lampião - a véia deu cumida pra nóis e tu ainda recrama do sal? Ô Da. Maria traz um quilo de sal que esse cabra vai ver o que é bom prá tosse!
Assim, o cangaceiro foi obrigado a comer um quilo de sal, sem direito a água por um dia, sob a mira do fuzil de “Meia-noite”, o cabra mais valente da tropa de Lampião.
Imaginemos a situação deste coitado: ele sentia uma sede que nunca tinha visto igual: a sua boca estava seca, a garganta ardia, os lábios estavam completamente rachados, um desejo ardente por um pouco de água...
Essa sede tremenda que o cangaceiro sentia era devido ao excesso de sal e à falta de água em seu corpo, pois dois terços do nosso corpo é feito de água.
Podemos aqui verificar, como Deus, sabendo da necessidade dos homens ingerirem água, colocou em suas laringes, células sensitivas que ressecam e enviam ao cérebro sensação de secura, tão logo o organismo necessite de reposição de líquidos.

Então, Deus colocou no homem um sistema que ensina, com precisão, a hora em que a pessoa deve ou não beber água. Ninguém precisa calcular a necessidade de água por dia, Deus fez todos os cálculos, colocou-os em nosso cérebro e, quando falta água, sentimos sede, bebemos de novo... é um mecanismo de auto-regulação: faltou, o corpo avisa, a pessoa bebe, tudo volta ao normal.
       Vamos dar outro exemplo: Quando qualquer elemento estranho invade o nosso organismo (germes, vírus, bactérias, etc.) acontece como num país que é invadido: todo o exército de defesa (que são os anticorpos) vão em cima dos inimigos para destroçá-los. Mas, num país não existe somente um Exército, existem também a Marinha e a Aeronáutica, que servem para transportar as tropas para o local de combate.
Da mesma forma, nosso corpo, estes anticorpos que estão guardados em seus reservatórios naturais (Quartéis Generais do organismo), precisam ir rapidamente para o local invadido e combater o inimigo. Assim, basta ter a notícia de uma infecção, o coração começa a bater mais rápido, aumentando a circulação e a velocidade do sangue na superfície da pele, para poder enviar ao local um grande número de leucócitos e bastante fibrina, que é um material que forma uma verdadeira capa sobre os invasores, impedindo que os mesmos tomem conta de todo o organismo. Daí, forma-se o que chamamos uma inflamação. A inflamação é, na verdade, um verdadeiro cerco que o organismo monta para vencer o inimigo.
Aqui nós vemos mais um ponto onde a perfeição de Deus se manifesta na proteção de cada um, como Ele quis colocar nos homens todos esses elementos de defesa, para evitar a destruição de Sua Criação. É interessante observar que, para que isso tudo aconteça, a gente não precisa, sequer, pensar. Isso vai acontecendo automaticamente, porque Deus quis que fosse assim! Tudo foi precisamente planejado pelo Criador antes mesmo de que fosse criada a própria vida sobre o nosso planeta. Mesmo assim, ainda há quem defenda que tudo isso que vemos no mundo aconteceu por acaso! Observando as coisas criadas, se patenteia como Deus já nos preparou para todas as situações que podem ocorrer em nossa vida, como Ele, não tendo passado, nem presente, nem futuro, já previa as necessidades dos homens e já colocou esse sistema para agir nas horas certas.
É possível afirmar, honestamente, que tudo derivou da simples aproximação de moléculas com quatro ou cinco átomos cada uma, sob a ação energética dos raios solares?
É possível demonstrar que essa obra de inteligência sobre-humana é devida à não-inteligência e à idiotia do acaso cego?
Evidentemente, para que haja tal organização é necessário haver Alguém, sumamente inteligente e criador, que tenha executado com magistral perfeição a ordenação de toda a matéria por ele mesmo criada: e este Alguém, evidentemente, é Deus!
Pensar que na base da vida não haja uma organização produtiva adequadamente predisposta, antecipadamente programada, seria delírio de criança, para dizer pouco. Deus nos criou e nos amou de tal maneira que preparou tudo para o bem de cada um de nós. Se Ele assim agiu no campo natural, o que não fará no campo sobrenatural? Basta pensar na Encarnação, na Paixão e na Redenção, para nosso amor por Ele subir até as máximas alturas da santidade!

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Cristo e as mães



“Nosso Senhor Jesus Cristo desejou um afeto de mãe quando abriu os olhos; e quis um carinho de mãe quando os fechou. 

 








 

 








Isso basta para nos dar a entender o significado do afeto de mãe e o papel que desempenha na formação dos filhos.”

Plinio Corrêa de Oliveira

domingo, 29 de abril de 2012

Criticando os outros


Um conferencista muito experimentado foi convidado a falar, num grande auditório, sobre o papel destrutivo das críticas no convívio humano.
Esperado por todos, o palestrante foi recebido com vivo interesse pelo público. Após os cumprimentos de praxe, não falou nenhuma palavra, apenas abriu uma grande mala de couro e dali tirou uma bela coroa, resplandecente de pedras preciosas e colocou-a em cima da mesa.
 


        No mesmo silêncio tirou da maleta um belíssimo vaso de porcelana chinesa com mais de mil anos, todo folheado a ouro e cravejado de rubis e diamantes.
A curiosidade do público era atiçada por seu silêncio. Mais uma bela maravilha saía de sua sugestiva mala: um instrumento de navegação utilizado pelos fenícios, muitos anos antes da vinda de Cristo sobre a terra.


      Não paravam de sair coisas belas e curiosas... o bastão de comando de César Augusto, Um rolo com os manuscritos do Primeiro Evangelho, Jóias pertencentes à Czarina Alexandra da Rússia, um cálice de ouro utilizado pelo Papa São Gregório Magno.
No momento em que todos já estavam a ponto de gritar pelo sugestivo silêncio do conferencista, ele tirou um vidro onde se contorcia uma nojenta serpente e colocou-a sobre a mesa.
 

         Pouco a pouco foi colhendo tudo e colocando de volta na mala. Tomando o vidro com a serpente, mostrou-o ao público e disse: 
 
- A crítica é assim, fala-se só da serpente e se esquece de todas as maravilhas que estavam sobre a mesa. Obrigado e uma boa noite a todos!
Sob fortes aplausos despediu-se da audiência.

 
Que acha de pesarmos nisso antes de criticar alguém?


quarta-feira, 18 de abril de 2012

O medo da morte

       Mons. João Clá Dias
        
A morte para uns representará a aniquilação completa e, portanto, será encarada com desespero e aflição. Para os verdadeiros católicos, entretanto, não passará de um descanso: "Não queremos, irmãos, que estejais na ignorância acerca dos que dormem, para que não vos entristeçais como os outros, que não têm esperança" (1 Ts 4, 12). 

          
      As Sagradas Letras consideram a morte como um sono transitório (2 Mc 12, 45-46; Mt 9, 24; Jo 11, 11; Sl 75, 6; etc.) e, por conseguinte, uma separação temporária entre seres queridos, mas não um definitivo desaparecimento. 
        O desespero em face da morte é uma reação pagã e atéia.  

        
     
  Seja como for, de si, a morte causa temor, às vezes até em almas santas, como afirma o próprio Santo Agostinho, pois repugna à natureza, além de levantar muitas incertezas quanto ao futuro desconhecido. É ela um passo decisivo rumo à eternidade, um castigo de Deus, e não temê-la seria não possuir temor de Deus. 





    
     Enquanto castigo, ela permanecerá no mundo até a conflagração final, apresentando-se ao justo como o mais doce dos consolos, e ao pecador como uma vingança divina por Lhe ter virado as costas.

terça-feira, 17 de abril de 2012

O verdadeiro sentido do Casamento



Por Mons. João S. Clá Dias
Muitos têm uma idéia errada de que a santidade é um caminho reservado aos religiosos; para os que fizeram os votos de obediência, pobreza e castidade – claro! – tem que ser santo! Mas aqueles que estão na sociedade e escolheram a via do matrimônio, não precisam desejar a santidade para si. Basta, de vez enquanto, dar uma passadinha pela igreja, uma missa muito rápida aos domingos e pronto, nada mais... Não é verdade!
Todo batizado é chamado a ser santo. O chamado à santidade, de forma extraordinária, tem o que segue as vias da religião pelos votos. Mas, de forma comum, são chamados à santidade todos aqueles que vivem na sociedade e que tenham constituído família: pai, mãe e filhos, dentro da sociedade, são chamados à perfeição. Tanto é assim que Deus dá a inclinação para o casamento a todos; aos que vivem na sociedade, quanto aos seguem uma vida religiosa.
Um esclarecimento: todos os que estão na vida religiosa, apesar de possuírem esta inclinação natural, fazem uma renuncia voluntária de constituírem família, para assim melhor servir a Deus. Claro está que quem fica na sociedade não necessita fazer esta renuncia, segue as vias do matrimônio. Ora, como todos são chamados à santidade, os que fazem os votos e os que não o fazem, seguindo as vias do casamento: todos, portanto, estão chamados à perfeição.
Entretanto, a castidade deve ser praticada tanto pelos religiosos, quanto pelos que se casam, porque é uma virtude que está ligada a dois mandamentos da lei de Deus: o 6º e o 9º mandamentos.
O casamento que se realizou em Caná tem algo daquele feito por Nossa Senhora com São José, pois ela também se casou.Infelizmente o mundo moderno vai perdendo a noção do verdadeiro sentido do casamento, julga-se cada vez mais que o objetivo deste é a fruição e esta, fora dos padrões que a moral permite. Quem casa não deve pensar que viverá em eterna delícia. Todo casal terá suas cruzes que virão inevitavelmente ao longo da vida de todos os dias. Ambos devem aceitar essas cruzes em vista da perfeita união e harmonia da família e a educação e santificação dos filhos, que é o objeto principal de todo casamento.
Por outro lado, o casal julga que o respeito mútuo não deve existir. Não é verdade. A vida conjugal exige respeito igual a que se tem por uma outra qualquer pessoa. Quantos erros a respeito do casamento existem hoje em dia! Tem-se a impressão que já se perdeu a noção de que ele foi estabelecido por Deus e é querido por Ele para se constituir a base de uma sociedade sadia. Portanto, estabelecido com a finalidade de apoio mútuo e educar os filhos na religião e nas vias da perfeição. Mas o que vemos nos dias de hoje? Vai-se substituindo o casamento por ajuntamento, por uniões muitas vezes ilegítimas e com isso, vão-se diluindo cada vez mais as bases da sociedade.
Deus não pode estar contente com esta propaganda que vem pela televisão, pelo rádio, cinema, internet que destrói a família! Vamos pedir que Ele aceite a nossa meditação sobre a beleza do casamento bem constituído e para repararmos o Sapiencial e Imaculado Coração de Maria devido a tantos pecados que são cometidos por causa da concepção errada a respeito do matrimônio.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Jesus e as mulheres


Pe. Berthe
o sábado, restabelecida que foi a calma na cidade, foram entrando um após outro no cenáculo, consternados e aniquilados. Parecia-lhes que estava tudo perdido. O passado afigurava-se-lhes um sonho, o Reino futuro uma quimera e Jesus um mistério impenetrável que os confundia e oprimia. O coração não se lhes podia desapegar dum Mestre cuja dedicação e inefável ternura bem conheciam, mas não sabiam que pensar daquele taumaturgo que de repente se tornara impotente contra os Judeus, até se deixar prender, condenar e crucificar por eles, como um vil criminoso! Desanimados e desesperançados, choravam e lamentavam-se no meio das santas mulheres, enquanto João lhes contava as lastimosas cenas do pretório e do Calvário.
Passou assim o dia do sábado sem que nenhuma esperança lhes fosse reanimar as a almas abatidas. Começava já o terceiro dia após a morte de Jesus e ninguém pensava na ressurreição. O Salvador repousava no sepulcro; e em vez de esperarem por vê-lo sair dele, preocupavam-se as santas mulheres com ir embalsamá-lo, já que o tinha sido na véspera só muito à pressa. Terminado o sábado, foram elas comprar perfumes para o amortalhar com mais cuidado e evitar assim que se corrompesse demasiado prematuramente. Quanto aos apóstolos, não se capacitavam mais de ver sair o seu Mestre do sepulcro, do que se tinham capacitado de para lá o ver entrar. E assim estavam todos num estado de marasmo e esquecimento, sem esperança nem fé, quando já o anjo da ressurreição tinha posto em fugida os guardas espantados. Os acontecimentos provaram bem, quanto os tinha tornado desconfiados e incrédulos o escândalo da cruz.
Mal raiou a aurora do domingo, três mulheres, Maria Madalena, Maria de Cléofas e Salomé, saíram de Jerusalém e encaminharam-se para o Calvário, com as mãos cheias de perfumes, e muito preocupadas com a questão de saber quem lhes retiraria a enorme lousa que defendia o acesso à gruta Sepulcral. Madalena, impacientemente ardorosa, tomou a dianteira; mas qual não foi a sua estupefação, quando, ao chegar ao sepulcro, viu a pedra já tirada e a entrada do jazigo de todo livre! Nem ao menos a idéia lhe veio de que Jesus teria talvez ressuscitado, mas, persuadida de que haviam roubado o corpo, deixou as companheiras e, sem perda de tempo, correu ao cenáculo para participar aos apóstolos o seu achado. “Levaram o corpo do Mestre, disse ela, e não sabemos onde o puseram.”
Neste entrementes, as suas duas companheiras, uma vez que chegaram ao sepulcro, penetraram na câmara, onde haviam depositado o corpo de Jesus. À direita, junto ao sepulcro, viram um anjo cujo aspecto majestoso e vestido cintilante as encheu de terror. Disse-lhes o anjo: “Não temais: bem sei que vindes procurar a Jesus, o Crucificado. Já não está aqui: ressuscitou, como predisse. Vinde e vede o lugar onde foi deposto. Ide já e dizei aos seus discípulos que Jesus irá adiante de vós para a Galileia; lá é que o vereis, como ele vos prometeu.” As duas mulheres, trêmulas e geladas de medo, saíram do sepulcro e fugiram não se atrevendo a dizer a quem quer que fosse a mínima palavra sobre aquela aparição.
Todavia Pedro e João, movidos com a relação da Madalena, foram com ela ao sepulcro de Jesus. João, como mais novo e mais ágil, chegou primeiro, inclinou-se a ver o interior do monumento, viu as mortalhas postas no chão, porém não entrou. Alguns instantes depois, chegou Pedro e penetrou no jazigo a certificar-se do que havia ocorrido. Viu as faixas a um lado, e o sudário que cobria a cabeça, dobrado à parte, ali posto. Aproximou-se João do sepulcro por sua vez, fez as mesmas observações e concluíram ambos, como Madalena, que tinham tirado o corpo. Nenhum deles imaginou que Jesus tivesse ressuscitado, pois um espesso véu, como diz o próprio S. João, lhes toldava o espírito de tal modo que as profecias da Escritura sobre a morte e ressurreição do Messias eram para eles como letra morta. Tornaram-se para o cenáculo, desorientados de todo, procurando modo de explicar aquela misteriosa desaparição.
Maria Madalena porém não pode resignar-se a ir com eles. Sentada junto do sepulcro, pôs-se a chorar, pensando ansiosa onde teriam podido ir ocultar o corpo do seu Mestre. E com os olhos arrasados de lágrimas, de novo se inclinava para examinar com mais atenção o interior do jazigo, quando dois anjos lhe apareceram, um à cabeça e o outro aos pés do sepulcro. “Mulher, disseram-lhe eles, porque choras? - Porque tiraram o meu Senhor, respondeu ela, e não sei onde o puseram.” Ao proferir estas palavras, sentiu passos atrás de si, voltou-se de repente e encontrou-se em presença dum desconhecido, que lhe disse também: “Mulher, porque choras e que buscas por aqui?” Era o divino ressuscitado, mas ela não o reconheceu. Tomou-o pelo jardineiro, e, absorta sempre no seu primeiro pensamento: “Senhor, respondeu ela, se fostes vós que o tirastes, dizei-me onde o pusestes e eu o tomarei...”
Como não abrir os olhos àquela Madalena penitente, que Jesus tinha visto a chorar ao pé da cruz e que tornava a encontrar, inconsolável, junto do seu sepulcro? Com aquele acento divino que penetra até o mais íntimo da alma pronunciou Jesus esta simples palavra: “Maria!” E ela pelo tom daquela voz que tantas vezes a comovera, reconheceu a Jesus. “Meu bom Mestre!” exclamou ela, transportada de alegria, e para logo lhe caiu aos pés a abraçá-los. Agarrava-se Àquele a quem acabava de achar, como se ele lhe fora a fugir ainda. “Deixa-me, disse-lhe Jesus; em breve, é certo, vos deixarei para voltar para meu Pai; mas esse momento ainda não chegou. Vai já ter com meus irmãos e dize-lhes: Não tardarei em subir para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus.”
Deste modo apareceu Jesus primeiro a Maria Madalena, para com este favor incomparável recompensar o incomparável amor da santa penitente. Apareceu igualmente ao grupo das santas mulheres que o não tinham desamparado em suas dores. Pouco depois da partida da Madalena, foram ao sepulcro Joana, esposa de Cuza, e outras mulheres da Galileia, pensando encontrar o corpo do seu Mestre e prestar-lhe as últimas honras. Mas não o encontrando já, ficaram junto do sepulcro grandemente consternadas, quando aos seus olhos se apresentaram dois anjos em trajes resplandecentes de luz. Baixaram elas os olhos, de receosas que ficaram, porém um dos mensageiros celestes animou-as. “Não venhais procurar entre mortos a um Vivo, disse-lhes ele. Jesus já não está aqui; ressuscitou, conforme prometeu. Lembrai-vos pois do que ele vos dizia em Galileia: É preciso que o Filho do homem seja entregue aos pecadores; será crucificado, mas ressuscitará ao terceiro dia.”
E, de fato, por estas palavras do anjo, lembraram-se as santas mulheres perfeitamente que Jesus lhes predissera a sua morte e ressurreição. O anjo acrescentou: “Voltai depressa para Jerusalém, e dizei aos discípulos e a Pedro, que Jesus ressuscitou e irá adiante de vós para Galileia.” Iam pressurosas anunciar esta boa nova, quando de repente um homem as fez parar: “Mulheres, disse ele, Deus vos salve.” Era o próprio Jesus. Reconheceram-no, lançaram-se-lhe aos pés, abraçaram-nos e adoram com amor ao seu Senhor e seu Deus. Consolou-as o bom Mestre e disse-lhes, antes de se despedir: “Agora não temais; ide dizer a meus irmãos que vão para a Galileia, onde me verão.”
Tais são os fatos pelos quais Jesus, desde a aurora do domingo, se manifestou às santas mulheres, a quem constituiu suas mensageiras aos apóstolos e testemunhas da sua ressurreição. Mas, a fim de que ninguém pudesse taxar de credulidade aos que em breve deviam pregar no mundo a Jesus ressuscitado, permitiu Deus que os apóstolos, obstinados na sua cegueira, rejeitassem, sem deles querer saber, os testemunhos daquelas santas mulheres. Madalena, a primeira a voltar do sepulcro, com o coração a trasbordar de alegria, entrou no cenáculo, exclamando: “Vi ao Senhor”, vi-o com os meus olhos, “e eis o que me encarregou de vos dizer.” 
Mas por mais que afirmou e contou por menor as circunstâncias da aparição, com que Jesus a favoreceu, os apóstolos e discípulos presentes no cenáculo, em nada quiseram crer. E debalde as suas companheiras a quem foi concedido igual favor vieram por seu turno afirmar que tinham visto, ouvido e adorado ao Salvador ressuscitado; trataram-nas como alucinadas e visionárias. Só Deus podia tirar os apóstolos do abismo de desalento e desesperança em que os mergulhara a Paixão e Morte do seu Mestre.

domingo, 1 de abril de 2012

Vencedor ou perdedor? A escolha é sua!



Um vencedor é sempre parte da resposta.

Um perdedor é sempre parte do problema.

Um vencedor sempre tem uma meta.
Um perdedor sempre tem uma desculpa.

Um vencedor tem uma resposta para cada problema.
Um perdedor tem um problema para cada resposta.


Um vencedor persiste sempre diante das dificuldades.
Um perdedor desiste fácil, até das comodidades.

Um vencedor diz: "Se eu puder ajudá-lo..."
Um perdedor diz: "Não é minha obrigação!"

Um vencedor diz: "Pode ser difícil, mas não é impossível!"
Um perdedor diz: "Pode ser possível, mas é difícil!"

Um vencedor diz: "Posso fazer melhor."
Um perdedor diz: "Sempre foi feito assim!"

terça-feira, 27 de março de 2012

No México Papa fala sobre a Esperança

Tradução Alexandre de Hollanda Cavalcanti

Esperança é a palavra-chave da visita de Bento XVI ao México, uma visita que envolve intencionalmente a toda a América Latina e ao Caribe, segunda mera – com a tão aguardada passagem por Cuba – deste longo itinerário papal. Sob o fundo do bicentenário da independência, nas palavras do Pontífice em que tantas vezes repetiu a chamada para a missão continental lançada em Aparecida na última conferência geral do Episcopado Latino americano. Para um propósito que se vai unir com o próximo «ano da fé»: enraizar-se em um imensa área do mundo, predominantemente católico, a necessidade de anunciar de novo o Evangelho para superar a tentação insidiosa e sempre presente na comunidade cristã, de uma fé superficial e rotineira.
Na homilia e nas palavras antes do Ângelus pronunciadas sob a proteção da imagem de Cristo Rei colocada sobre o monte Cubilete, centro não apenas geográfico do México, Bento XVI falou de esperança, inserindo dentro do tema os problemas da Paz em muitas partes do Continente: fazendo eco ao incisivo discurso de saudação do Arcebispo de León – D. José Guadalupe Martín Rábago, que descreveu precisamente uma mudança cultural e moral devastante – o Papa assim denunciou a divisão ocorrida em muitas famílias forçadas a emigrar e ao sofrimento de muitas outras por causa da pobreza, corrupção, violência e criminalidade. Neste tempo marcado pela dore e pela esperança, Bento XVI comentou o Evangelho – escutado durante a Missa exemplar, de meio milhão de fiéis que lotavam o imenso parque do Bicentenário – no qual João refere-se ao pedido dos gregos de verem Jesus e à sua resposta, que declara a sua glorificação sobre a cruz. É a mesma mensagem que se expressa na realeza de Cristo, como o indica a coroa real de espinhos da imagem de Cristo Rei de Cubilete, que João Paulo II não pôde visitar em suas cinco viagens ao México: o reino do único Senhor não se fundamenta em sua força, mas no amor de Deus, que conquista os corações e exige o respeito, a defesa e a promoção da vida humana, o crescimento da fraternidade e a superação da vingança e do ódio.
A esperança é fundada sobre a vinda de Cristo, rejeitado e condenado à morte, mas que através de sua Paixão realizou a salvação. O mal não pode impedir a vontade divina de salvar o homem nem dará a última palavra na História, afirmou Bento XVI na homilia durante a oração de Vésperas, junto aos representantes do Episcopado do Continente e a eles, em continuidade com seus predecessores, confirmou a proximidade do sucessor do apóstolo São Pedro com seu rebanho.
Com a visita ao México o Papa soube tocar o coração dos mexicanos e de todos os povos da América, mostrando com simplicidade seu afeto aos milhares de pessoas que esperaram horas para vê-lo ainda que só por um momento, olhando em particular aos mais fracos e menores: aos familiares das vítimas da violência, aos doentes e às crianças. A estes «pequenos amigos» quis dedicar um encontro durante o qual repetiu a essência do Evangelho: Deus deseja que sejamos felizes e se permitimos que Ele mude o nosso coração, então, de fato, podemos mudar o mundo.
(©L'Osservatore Romano 26-27 marzo 2012)

segunda-feira, 19 de março de 2012

Uma carta surpresa



Uma professora pediu aos alunos que escrevessem sobre o que gostariam que Deus fizesse por eles. À noite, corrigindo as redações, ela se depara com uma que a deixa muito emocionada.
O marido, que acabara de chegar, a vê chorando e pergunta: 
- O que aconteceu, meu bem?
- Leia! - Disse ela - é a redação de um menino.
“Senhor, esta noite te peço algo especial: Me transforme em um televisor!
Quero ocupar o seu lugar, viver como vive a TV em minha casa.
Ter um lugar especial para mim e reunir minha família ao redor.
Ser levado a sério quando falo.
Quero, Senhor, ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções nem questionamentos.
Quero receber o mesmo cuidado especial que a TV recebe quando não funciona. E ter a companhia do meu pai quando ele chega em casa, mesmo que esteja cansado. E que minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de ignorar-me. E ainda que meus irmãos “briguem” para estar comigo.
Quero sentir que a minha família deixa tudo de lado, de vez em quando, para passarmos alguns momentos juntos.
E, por fim, Senhor, que eu possa divertir a todos.
Senhor, não te peço muito...  Só quero viver o que vive qualquer televisor do mundo.
Ao conclui a leitura, o marido da professora exclama: 
- Meu Deus, coitado desse menino. Que pais insensíveis ele deve ter. Dá pena mesmo! 
A professora olha desconsolada e diz:
- Essa redação é do nosso filho...
Basta um comentário: Pense nisso! 

sexta-feira, 16 de março de 2012

Os óculos de São José



              Um dia, a superiora de um convento estava cheia de dívidas. As despesas eram muitas, até porque o convento andava em obras.
              Como não tinha dinheiro para pagar as dívidas, resolveu colocar as faturas (cobranças) aos pés da imagem de São José com uma carta urgente a pedir ajuda. Inclusive, pôs uns óculos aos pés do santo, para que ele visse bem os números dos cifrões $.
              Em visita ao convento passou por ali o Bispo, que olhou para a imagem e ficou admirado com o que viu. Perguntou o que significava aquilo tudo. A superiora, solícita, explicou:
              -- Senhor bispo, é para ver se São José me ajuda a pagar as muitas dívidas do convento. Só ele me pode valer.
             O bispo achou que aquilo não passava de uma superstição e disse-lhe:
              -- Tire as faturas e esses óculos daí, Madre. Parece uma coisa de crianças! Mas se estão mesmo em grande dificuldade, passe pela casa diocesana que eu irei dar-lhe o dinheiro que precisa.
             Conta-se que a superiora olhou para a imagem de São José e sorriu de agradecimento.
Março é o mês de S. José, esposo da Virgem Maria. Este santo continua certamente a interceder por nós, sobretudo para que sejamos santos como Ele.

                                                         Jornal Cavaleiro da Imaculada

terça-feira, 13 de março de 2012

Deus e o frio


Um fato muito interessante aconteceu na Alemanha, durante uma conferência com universitários. Havia estudantes de várias partes do país e, no meio da palestra, um professor da Universidade de Berlim desafiou os alunos com esta pergunta:
- Deus criou tudo o que existe?
Um aluno respondeu valentemente:
- Sim, Ele criou...
- Deus criou tudo? Perguntou novamente o professor.
- Sim professor. - Respondeu o jovem.
O professor continuou:
- Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal? Pois o mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, conclui-se que Deus é mau.
O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor, feliz, sentia-se lisonjeado de aplicar uma vitória da dúvida sobre a certeza.
Mas... sua alegria durou pouco. Outro estudante levantou a mão e disse:
- Posso fazer uma pergunta, professor?
- Lógico! Esteja à vontade...
O jovem ficou de pé e perguntou:
- Professor, o frio existe?
- Que pergunta e essa? Evidente que existe! Ou por acaso você nunca sentiu frio?
O rapaz respondeu:
- De fato, senhor, o frio não existe! Segundo as leis da física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor. Todo corpo ou objeto é susceptível de estudo quando possui ou transmite energia. O calor é o que faz com que este corpo tenha ou transmita energia.
O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor; todos os corpos ficam inertes e incapazes de reagir. Mas o frio não existe.
Nós designamos frio, à ausência de calor.
O professor respirou fundo mas, antes de conseguir retrucar o aluno perguntou:
- E... existe a escuridão, professor?
- Você está brincando comigo? Claro que existe! É só apagar a luz!
O estudante continuou:
- Desculpe dizer-lhe, professor, mas novamente o senhor cometeu um erro. A escuridão também não existe. Ela é na realidade a ausência de luz.
A luz pode-se estudar, a escuridão não!
Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz.
Como se pode medir a quantidade de escuridão num espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim?
Escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz presente.
O professor já não conseguia ficar parado e, antes de sair de sua insegurança, o jovem perguntou:
- Professor... só mais uma pergunta: o mal existe?
- Claro que sim. É exatamente aí que eu quero chegar. É lógico que existe! É palpável!
Basta abrir os olhos e o que vemos? Assassinatos, estupros, crimes e violência em todo o mundo; essas coisas são do mal.
E o estudante respondeu:
- O mal, professor, não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem, é o mesmo dos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus...
Deus não criou o mal. Ele criou a fé e o amor, que existem como existem o calor e a luz.
O mal é resultado da humanidade não ter Deus presente em seus corações. É o acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz.
Por volta dos anos 1900, este jovem foi aplaudido de pé e o professor apenas balançou a cabeça permanecendo calado.
O Reitor da Universidade pediu a palavra e perguntou o nome do aluno.

Ele respondeu: Albert Einstein.