quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Cristo Redentor

Fotos de O Globo, 29.02.12 (fotos de Marcos Estrella)

        Não posso me esquecer da noite em que eu estava no Rio de Janeiro, noite em que a neblina levantada do mar cercava a estátua do Cristo Redentor no Corcovado. Durante algum tempo era apenas um foco de luz; em determinado momento, batia o vento, fazia-se um pouco de claridade, eu percebia um dos braços e depois uma das mãos do Cristo Redentor, iluminado com aquela luminosidade especial que a pedra de que é revestido o monumento.


Pouco depois era a face do Cristo Redentor que aparecia, em seguida era o seu peito onde pulsa o seu Sagrado Coração, mais adiante eram os seus pés divinos que todos gostaríamos de oscular. Em nenhum momento a luz deixava de encontrar um certo ponto de apoio no monumento, em nenhum momento a neblina conseguiu apagar a figura do Redentor.

Está é a fé com que caminhamos para o futuro. Poderá ser que provações muito difíceis toldem a nossos olhos as perspectivas da vitória; mas, para além das névoas, para além de tudo aquilo que pode ocultar a verdade, no horizonte visual do brasileiro há algo que nada tira: é a imagem do Cristo Redentor, a fé em Nosso Senhor Jesus Cristo. Está fé há de nos salvar!



(Trechos de um discurso de Plinio Corrêa de Oliveira, em 17 de outubro de 1978)

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Uma frase interessante, um pensamento profundo

De Santo Agostinho de Hipona


 O primeiro passo na busca da verdade é a humildade. 
   
O segundo, a humildade. 
  
 O terceiro, a humildade. 
   
E o último, a humildade. 
     
         Naturalmente, isto não significa que a humildade seja a única virtude necessária para o encontro e gozo da verdade; mas se as demais virtudes não estiverem precedidas, acompanhadas e seguidas da humildade, a soberba abrirá caminho e destruirá suas boas intenções.
        Quem anda à caça de milagres para cimentar sua própria fé faz de si mesmo o maior dos milagres ao recusar-se a crer no que todo mundo crê.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O papagaio que sabia dizer “Ave Maria”




Por Madre Mariana Morazzani Arráiz

O ambiente alegre e festivo de uma antiga feira medieval era contagiante: centenas de pessoas, adultos, jovens e crianças, moviam-se continuamente, falavam, cantavam, gesticulavam, discutiam preços ou simplesmente se distraíam. Iam lá para comprar? Para comer? Ou só para ver as novidades? Tudo isso e algo mais. Nessas feiras podia-se encontrar de tudo.


Em uma tenda, um estrangeiro de longa barba escura vendia tecidos preciosos das mais variadas cores; ao lado, um ferreiro demonstrava a qualidade de suas facas ("Veja, freguesa, nunca perdem o fio!"); mais adiante, um gordo e bonachão açougueiro, com avental todo salpicado de vermelho, pesava uma porção de carne numa balança de precisão duvidosa.


E além das vozes e idiomas que se misturavam, das crianças que choravam e dos vendedores que apregoavam suas mercadorias, sons de todos os instrumentos enchiam os ares, pois música é o que não faltava nessas ocasiões...
Naquele dia, caminhava em meio à colorida e movimentada multidão um homem barbado de meia-idade, baixa estatura, um tanto calvo e bem magro. Trajava uma surrada túnica marrom, com um cordão atado à cintura, e parecia ser muito estimado na região, pois quase todos o cumprimentavam cordialmente, e ele respondia da mesma forma. Por uns instantes, parava para conversar com o padeiro e metia dois pães na grande sacola que trazia; pouco além, pegava um queijo; mais alguns passos, uma dúzia de maçãs; noutra tenda, três repolhos.
Mas - coisa curiosa! - ele a ninguém pagava um centavo sequer.
 Como explicar isso? É que o bom homem, um irmão leigo franciscano conhecido pelo nome de Frei Bartolomeu, recolhia doações para seu mosteiro.


Depois de percorrer boa parte da feira e ter sua sacola quase cheia, foi despedir-se de um antigo conhecido. O velho Simão não comercializava alimentos nem tecidos, mas sua loja estava sempre cheia de gente curiosa. Ele vendia aves canoras e decorativas.


- Bom dia, Simão! Que novidades você tem hoje? 


- Olá, Irmão Bartolomeu! Infelizmente o senhor chegou tarde... Hoje cedo vendi um belo pavão para a senhora condessa.
Que animal mais lindo! Estou certo de que o senhor teria ficado encantado de vê-lo.


Enquanto falava, o velho tirava um pequeno papagaio de dentro de uma gaiola e o punha sobre a mesa. O pássaro, no entanto, ficou parado, sem fazer qualquer tentativa de fuga. Parecia um pouco tonto, pois balançava- se para um lado e para outro.


- E este bichinho? - perguntou o monge.
- Ah, este está muito doente, acho que vai morrer, e não tenho paciência nem tempo para cuidar dele. Estou pensando em torcer-lhe o pescoço, para abreviar-lhe o sofrimento.


- Oh, não faça isso! Por que não o dá para mim? 


- Ora, Irmão, sei que muitas vezes falta comida aos pobres monges, mas o senhor estará querendo cozinhar um papagaio? - perguntou surpreso o velho Simão.


- Claro que não! Dê-me a avezinha, eu vou alimentá-la e tratar dela.


- Pois não, pois não, Irmão. Nada tenho a perder com isso. Aqui está. É até um favor levá-lo.


Isto dizendo, entregou-lhe o pássaro enfermo.

Sob os cuidados do bondoso irmão, o papagaio refez-se e cresceu, revestindo-se de uma nova e vistosa plumagem verde. E logo, fazendo jus aos atributos de sua raça, começou a imitar o que falavam os monges. Animado, irmão Bartolomeu começou a ensinar-lhe a Ave Maria.


- Que é isso, Irmão? Quer ensinar catecismo ao pássaro? - gracejou outro monge.


- Ora, não é bonito ver o animalzinho repetir a Saudação Angélica? 


E falava alto: "Ave Maria!" E o papagaio repetia com seu "sotaque" característico: "Ave Maria!" 


Passando por ali nesse momento, o Padre Guardião do convento também sorriu ao ver o Irmão Bartolomeu no seu labor de ensinar o pássaro. E o preveniu:


- Cuidado com seu "aluno", Irmão, pois esta tarde anda pelo vale Jacques, o falcoeiro!


De fato, olhando pela janela, Irmão Bartolomeu pôde vê-lo à distância. Ele tinha sérias razões para não gostar do falcoeiro. Jacques sabia que em volta do mosteiro franciscano sempre voavam pássaros de várias espécies, pois o lugar silencioso e pacífico lhes servia de abrigo. Assim, quando a caça andava fraca nos vales da região, ele terminava seu percurso próximo ao convento, certo de encontrar presas fáceis e desavisadas nos telhados dos frades.

Muitas vezes Bartolomeu tinha visto as mais brancas pombas perecerem despedaçadas nas garras dos falcões. Mas o que mais lhe doía era o fato de Jacques ser um mau cristão que freqüentava tabernas e escarnecia da fé popular.

Estava o frade imerso nessas lembranças, quando de repente um aviso o chamou de volta à realidade: 

- Cuidado, Irmão Bartolomeu, o papagaio fugiu! 

Ao voltar-se surpreso, viu o vulto verde saindo pela janela oposta. Ainda gritou, chamando-o de volta, mas ele já voava contente por cima das árvores. Péssima hora para escapar... O bom frade já via, ao longe, um grande falcão que, voando em círculos à procura de alguma presa, subitamente avistou o papagaio e se precipitou sobre ele como uma flecha. Em vão o Irmão Bartolomeu procurou adverti-lo, o pequeno pássaro nem sequer ouvia sua voz.


Quando este, afinal, deu-se conta do perigo, já era tarde demais: o falcão já estava sobre ele. Apavorado, o papagaio não teve senão a reação instintiva de gritar tão forte quanto podia:



- Ave Maria! 






Qual não foi a surpresa de todos quando, mal esse brado saíra do bico da espavorida ave, viram o falcão precipitar-se morto por terra, como se tivesse sido fulminado por um raio!..



(Revista Arautos do Evangelho, Maio/2006, n. 53, p. 46-47)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

O santo e o Carnaval


Santo Afonso de Ligório


Por este amigo, a quem o Espírito Santo nos exorta a sermos fiéis no tempo da sua pobreza, podemos entender que Jesus Cristo, especialmente nestes dias de carnaval, é deixado sozinho pelos homens ingratos e como que reduzido à extrema penúria.
Se um só pecado, como dizem as Escrituras, já desonra a Deus, o injuria e o despreza, imagina quanto o Divino Redentor deve ficar aflito neste tempo em que são cometidos milhares de pecados de toda a espécie, por toda a condição de pessoas, e quiçá por pessoas que lhe estão consagradas.
Jesus Cristo não é mais suscetível de dor; mas, se ainda pudesse sofrer, havia de morrer nestes dias desgraçados e havia de morrer tantas vezes quantas são as ofensas que lhe são feitas.
É por isso que os Santos, a fim de desagravarem o Senhor de tantos ultrajes, aplicavam se no tempo de carnaval, de modo especial, ao recolhimento, à penitência, à oração, e multiplicavam os atos de amor, de adoração e de louvor para com o seu Bem Amado.
No tempo do carnaval, Santa Maria Madalena de Pazzi passava as noites inteiras diante do Santíssimo Sacramento, oferecendo a Deus o Sangue de Jesus Cristo pelos pobres pecadores. O Bem aventurado Henrique Suso guardava um jejum rigoroso a fim de expiar as intemperanças cometidas. São Carlos Borromeu castigava o seu corpo com disciplinas e penitências extraordinárias. São Filipe Néri convocava o povo para visitar com ele os santuários e realizar exercícios de devoção. O mesmo praticava São Francisco de Sales, que, não contente com a vida mais recolhida que então levava, pregava ainda na igreja diante de um auditório numerosíssimo. Tendo conhecimento que algumas pessoas por ele dirigidas, que se relaxavam um pouco nos dias de carnaval, repreendia as com brandura e exortava as à Comunhão frequente.
Numa palavra, todos os Santos, porque amaram a Jesus Cristo, esforçaram se por santificar o mais possível o tempo de carnaval. Meu irmão, se amas também este Redentor amabilíssimo, imita os Santos. Se não podes fazer mais, procura ao menos ficar, mais do que em outros tempos, na presença de Jesus Sacramentado ou bem recolhido em tua casa, aos pés de Jesus crucificado, para chorar as muitas ofensas que lhe são feitas.
O meio para adquirires um tesouro imenso de méritos e obteres do Céu as graças mais assinaladas, é seres fiel a Jesus Cristo em sua pobreza e fazer Lhe companhia neste tempo em que é mais abandonado pelo mundo. Como Jesus agradece e retribui as orações e os obséquios que nestes dias de carnaval lhe são oferecidos pelas suas almas prediletas!

São mentirosos os que dizem que o carnaval é só uma brincadeira


Fonte: Santo Afonso de Ligório, Meditações.

Inverno das Quatro Estações de Vivaldi


Antonio Vivaldi foi um compositor barroco, sacerdote e grande violinista. Teve seu nascimento e criação na República de Veneza (Itália). Vivaldi compôs mais de 500 concertos instrumentais, obras sacras para coral e mais de 40 óperas. 
As Quatro Estações (Le quattro Stagioni) é um conjunto de quatro concertos para violino composto por ele em 1723. Esta é sua obra mais conhecida e está entre as peças mais populares da música barroca.
A textura de cada concerto é variada, cada um se assemelha a sua respectiva época. Por exemplo, “Winter” (inverno) chama a atenção para a chuva gelada, enquanto “Summer” (verão) evoca uma tempestade em seu movimento final, razão pela qual disse que o movimento é muitas vezes chamado de “Storm” (tempestade).
Os concertos foram publicados pela primeira vez em 1725 como parte de um conjunto de doze concertos, os quatro primeiros foram denominados “Le quattro Stagioni“, sendo nomeados pelas estações. Cada concerto é composto por três movimentos, um movimento lento entre dois rápidos.
Neste vídeo você poderá escutar a execução de um trecho de «Inverno» das famosas Quatro Estações de Vivaldi. Clique no Link abaixo ou em qualquer das fotos e assista o vídeo.

Texto de Laize Kasmirsk

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Novena de Nossa Senhora de Lourdes



               Oração Inicial

Senhor meu Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu, por ser Vós quem sois, e porque Vos amo sobre todas as coisas, a mim me pesa de todo coração Vos ter ofendido, e proponho firmemente nunca mais pecar, confessar me, cumprir a penitência que me for imposta e apartar me de todas as ocasiões de ofender Vos.
Vos ofereço minha vida, obras e trabalhos em satisfação de todos meus pecados.  E confio em vossa bondade e misericórdia infinita para que me perdoeis pelos méritos de vosso preciosíssimo Sangue, Paixão e Morte, e que me dareis graças para emendar me e para perseverar em vosso santo serviço até o fim de minha vida. Amém.

Oração Final

Debaixo de vosso amparo nos acolhemos, Santa Mãe de Deus, Não desprezeis nossas súplicas nas necessidades, mas sim livrai nos de todos os perigos, oh sempre Virgem gloriosa e bendita!
V. Rogai por nós, oh! Virgem de Lourdes!
R. Para que sejamos dignos das promessas de Jesus Cristo.

Oração
Oh! Deus eterno e compassivo! Concedei nos a graça de viver santa e cristãmente, venerando a Virgem Santíssima de Lourdes, para que sejamos dignos de sua intercessão na vida e na hora da morte. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.


Primeiro Dia
Rainha Imaculada que, aparecendo pessoalmente na gruta de Lourdes, honrastes com vosso benigno olhar e com a comunicação de vossos segredos à pobre e enferma Bernadete, tanto menos estimada dos homens pela falta de toda cultura, quanto mais aceita por Vós pela pureza de sua inocência e o fervor de sua devoção;
Obtende para nós a graça de que, pondo sempre nossa glória em fazer nos gratos ao Senhor com uma vida inteiramente conforme aos nossos deveres, nós sejamos ao mesmo tempo merecedores sempre de vossas especiais bênçãos. Amém

Três Ave Marias e um Glória.

Pedir a graça que se deseja obter com esta novena.

Segundo Dia
Oh! Virgem de Lourdes, escolhida por Deus para ser Mãe de Jesus, Tesoureira das divinas graças, Refúgio e Advogada dos pecadores! Prostrado humildemente a vossos pés Vos suplico que sejais minha guia e saúde neste vale de lágrimas, porque nada posso nem devo fazer sem Vós. Alcançai me de vosso divino Filho o perdão de meus pecados, a perseverança no bem e a Salvação de minha alma, para ser eternamente feliz e em vossa doce companhia nas mansões da glória. Amém.

Três Ave Marias e um Glória.

Pedir a graça que se deseja obter com esta novena.

Terceiro Dia
Oh! Virgem de Lourdes e Mãe minha, vida e esperança dos pobres, âncora dos náufragos, saúde dos enfermos e esperança dos que agonizam e morrem! Oh! Mãe minha! depois de Deus, Vós sois e serás minha única esperança nas tentações e perigos, na vida e na hora de minha morte. Não me deixeis, Oh! Maria! Amém.

Três Ave Marias e um Glória.

Pedir a graça que se deseja obter com esta novena.

Quarto Dia
Oh! Virgem puríssima de Lourdes, vida de minha alma, alívio de minhas penas, suavidade e doçura de minhas aflições! Às portas de vosso Coração, oh! Mãe minha!, chamai este pecador enfermo, cuja dor, neste momento, é tão grande como seus pecados;  Compadecei Vos de mim, não me deixeis, olhai-me com olhos de compaixão. Sanai me, como Jesus aos leprosos. Curai me para que adore a Deus eternamente. Amém.

Três Ave Marias e um Glória.

Pedir a graça que se deseja obter com esta novena.

Quinto Dia
Oh! Virgem de Lourdes e Rainha dos Anjos, em cujos olhos brilha a Fé que abrasa vosso espírito! Ensinai me a crer, mas a crer trabalhando, porque a Fé sem obras é morta; porque os que estão cheios de pecados, que não agem conforme a Fé católica, estão nos calabouços do inferno. Ajudai me a crer na palavra divina e a trabalhar como Deus e a Igreja me mandam crer e trabalhar. Pois a Fé é luz e tem que iluminar minha alma e a conduzir pela senda da eterna bem aventurança. Amém.

Três Ave Marias e um Glória.

Pedir a graça que se deseja obter com esta novena.


Sexto Dia
Oh! Virgem de Lourdes e Virgem das virgens, açucena candíssima, Virgem Imaculada, pomba sem mancha! Vós, que fostes concebida sem pecado, Vós, que tanto amais a castidade e tanto quereis a vossos filhos, tende compaixão de mim e livrai me desta penosa concupiscência que pode me afundar em um mar de pecados. Alcançai me de vosso Filho a graça da castidade para viver na terra como os Anjos do Céu. Amém.

Três Ave Marias e um Glória.

Pedir a graça que se deseja obter com esta novena.

Sétimo Dia
Oh! Virgem de Lourdes e soberana Imperatriz dos Céus, que, por amor a pobreza, Vos sujeitastes a todas as privações e escassez dos pobres ! Ensinai me a depreciar os luxos e presentes, e inspirai me amor e compaixão aos pobres para conseguir com isso o Reino dos Céus. Amém.

Três Ave Marias e um Glória.

Pedir a graça que se deseja obter com esta novena.

Oitavo Dia
Oh! Virgem de Lourdes, exemplar sublime de obediência, que Vos fazendo escrava do Senhor e humilhando Vos até viver sem própria vontade, merecestes que Vos chamassem de bendita todas as gerações! Ensinai me e ajudai me, como a menina Bernadete, a ser obediente até a morte, porque a obediência é melhor que os sacrifícios, e quem segue obedecendo a Deus conseguirá chegar até o Céu. Amém.

Três Ave Marias e um Glória.

Pedir a graça que se deseja obter com esta novena.

Nono Dia
Oh! Virgem de Lourdes, Rainha dos Mártires e esperança dos aflitos ! Pela heróica paciência que resplandeceu em todos os atos de vossa vida mortal, desde Belém ao Calvário, desde a profecia de Simão até que Vos arrancaram dos braços o cadáver ensangüentado de vosso Divino Filho, tende misericórdia de mim e ajudai me a levar com cristã resignação o peso das cruzes que o Senhor venha a enviar me, para ganhar minha eterna felicidade na glória e viver em vossa doce companhia por todos os séculos. Amém.

Três Ave Marias e um Glória.

Pedir a graça que se deseja obter com esta novena.

Ato de Consagração a Nossa Senhora de Lourdes


Santa Maria, Mãe de Deus, Virgem Imaculada, que aparecestes 18 vezes a Santa Bernardete na Gruta de Lourdes para recordar aos cristãos as maravilhas e as exigências do Evangelho, ensinando a oração, a penitência, a Eucaristia e a vida dentro da Igreja, para poder responder melhor a vosso chamado eu me consagro a vosso Filho Jesus por intermedio de vossas mãos.
Fazei me dócil a seu Espírito, e pelo fervor da Fé, pela transparência da vida, pela dedicação ao serviço dos enfermos, que eu trabalhe para Vós, ajudando aos mais necessitados para a reconciliação dos homens, para a unidade da Igreja e para a paz do mundo. Amem.

Fonte: Site orações.info, com adaptações.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A principal devoção a Maria


Por Caio Pereira da Silva
São Luís Maria Grignion expõe em sua esplêndida obra, o Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, no que consiste a perfeita devoção a Nossa Senhora, além de despertar uma devoção mais ardente e fervorosa.
Na introdução de seu livro, o santo mostra como Nossa Senhora tem sido desconhecida pela humanidade e que é esta uma das razões por que Jesus Cristo não é conhecido como deve ser.
A ideia central dos escritos é de que Maria Santíssima, ainda desconhecida, deve ser conhecida, e, sendo conhecida, virá o reino de Cristo. O livro destina-se, pois, a propagar a devoção a Nossa Senhora para que venha o reino de Cristo. Trata-se, portanto, de uma obra de larga visão e de alcance histórico muito amplo, fixando-se no desejo de trazer o reino de Cristo para um mundo que não o possui, fazendo-o preceder em certo sentido pelo reinado de Maria Santíssima.
Foi por intermédio da Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo, esta é a razão teológica pela qual São Luís demonstra que o Reino de Cristo será antecedido pelo reinado de Nossa Senhora, portanto, a devoção a Jesus Cristo deve vir ao mundo por intermédio de Maria Santíssima. Espalhar a devoção a Maria Santíssima é, pois, nesta perspectiva, a maior obra a que um homem pode aspirar.
São Luís Grignion, propõe-se a preparar o futuro reino de Cristo, fazendo o que lhe parece ser o mais essencial, o mais importante, o mais urgente, o que produzirá quase que automaticamente o resto: espalhar a perfeita devoção a Maria.
Agrande lição que São Luís fixa já no início do "Tratado" e desenvolve mais longamente depois, é a de que na formação religiosa é condição básica e indispensável a devoção a Nossa Senhora. Não se formando esta devoção, o próprio regime de expansão da graça na alma fica comprometido, e nada será possível conseguir. Portanto, a devoção a Ela é condição necessária para tudo quanto diz respeito à salvação.
São Luís Grignion tinha, pois, em mente, com este livro, uma obra da mais alta importância para a renovação dos séculos futuros. A nós cabe, portanto, ser sôfregos em possuir esta devoção a Nossa Senhora por ele pregada. Se ela é, como vimos, indispensável para que o mundo se regenere em Nosso Senhor, e se queremos com este escopo trabalhar, é necessário ir em busca desta devoção.
O Tratado da Verdadeira Devoção não é, pois, um livro qualquer de piedade, apresentando uma devoção a algum santo, boa por certo, mas que se pode ou não, indiferentemente, ter. A devoção a Nossa Senhora é uma devoção essencial, "conditio sine qua non" para nossa vida. E a poderemos atingir no mais alto grau com a forma e com os fundamentos desenvolvidos por São Luís Grignion de Montfort.
Não se deve pensar que esta devoção é um estilo de santidade inaugurado por São Luís Grignion. A devoção especialíssima e intensíssima a Nossa Senhora é característica de todos os santos. E, embora não se possa dizer que todos a tenham levado ao ponto a que a levou São Luís, estudando a vida de piedade de qualquer deles notamos sempre uma devoção ardentíssima a Ela, que é a dominante logo abaixo do culto a Deus Nosso Senhor.
Ela, contudo, se reveste em cada um de aspectos particulares; é raro neste sentido encontrar alguém que não tenha encontrado um aspecto novo de piedade em relação a Nossa Senhora. E não há um só que não conheça dever à intercessão d'Ela, não só o seu progresso espiritual, mas até mesmo a sua perseverança. Todos passam por duras provas espirituais, das quais se veem livres por uma intervenção especial d'Ela.
Estas afirmações não devem ficar no vácuo; é preciso sabermos aplicá-las concretamente em nossa vida espiritual: nas dificuldades, nos problemas, nas lutas. É preciso lembrarmo-nos de que Nossa Senhora é a onipotência suplicante, e termos n'Ela uma confiança ilimitada. Mas nem sempre a temos tão arraigada no espírito quanto desejaríamos.
Imaginemos, por exemplo, que Deus aparece à nossa mãe terrena e lhe dá a possibilidade de nos fazer todo o bem que quiser; ficaríamos, evidentemente, radiantes, pois, tudo conseguiríamos com facilidade. Ora, Nossa Senhora nos ama imensamente mais do que todas as mães terrenas reunidas amariam seu filho único...

Sejamos então ousados em nossos pedidos, e peçamos com confiança.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O poder de um «santinho»


Enviado por Auro Saburo Mizuka

Santo Antonio Maria Claret (1807–1870), fundador dos Filhos do Imaculado Coração de Maria (Claretianos), dizia numa de suas pregações:
         «A imprensa pode prestar incalculáveis serviços para o bem das almas. Como nem todos podem ir sempre à igreja, os impressos entram e ficam ao alcance das pessoas nas casas. Convencido desta verdade, escrevi um bom número de livros e folhas soltas (folhetos).
         Se numa terra, por exemplo, havia o mau hábito de cantar canções desonestas, mandava logo imprimir um folheto com cânticos espirituais ou moralizadores.  Distribuía pagelas aos adultos e santinhos às crianças. A este propósito vou referir um caso sucedido numa das maiores cidades de Espanha.
     *          *          *
         Numa tarde, ao passar por um bairro para visitar um doente, aproximou-se um menino para pedir-me um santinho. E dei-lhe, com a minha bênção.
         Na manhã do dia seguinte, dirigi-me à igreja onde costumava celebrar Missa. Quando estava fazendo a ação de graças, entrou na igreja um homem alto, corpulento, com bigode e barba espessas. Do seu rosto apenas se via o nariz e a fronte.  
         Perguntou-me com voz trêmula e rouca, se podia atendê-lo em confissão. Respondi que sim, com toda solicitude que deve ter um confessor. E vendo muita gente à porta do meu confessionário, mandei-o para a sacristia, pois achei que devia atendê-lo separadamente.
         Quando me sentei, o homem caiu de joelhos e desatou a chorar tão desconsolado, que não havia modo de tranquilizá-lo. Fiz-lhe várias perguntas para indagar a causa da sua aflição. Entre suspiros e soluços, contou-me o seguinte:
         “Ontem à tarde V. Revma passou pela rua de minha casa. O meu filho viu o senhor e foi correndo beijar-lhe a mão e pedir um santinho. O menino voltou muito contente e, depois de ter olhado e beijado o santinho, deixou-o em cima da mesa e foi para a rua brincar com os colegas.
         Por curiosidade e passatempo peguei a estampa e pus-me a ler o que estava nela escrito. Não sei o que se passou em mim naquele momento. Cada palavra era um dardo a cravar-se no meu peito. Tomei logo a resolução de confessar-me. Passei a noite a chorar e a examinar minha consciência
         Já que Deus se valeu do senhor padre para me fazer entrar no bom caminho, desejava confessar-me consigo.  Sou um grande pecador. Ando pelos 50 anos e não me confesso desde criança.  Tenho sido o chefe de um bando de malfeitores. Ainda haverá perdão para mim?”.
         – Sim – respondi – há perdão para o senhor, visto que Deus é Pai infinitamente bom e cheio de misericórdia. Tenha confiança. Deus chamou-o e o senhor fez bem em não endurecer seu coração e ter resolvido logo a fazer uma boa confissão.
         Em seguida confessou-se, dei-lhe muitos conselhos e a absolvição. Ele ficou tão alegre que não acertava em exprimir-se.
         Se as folhas soltas e os santinhos tivessem produzido só esta conversão, já me daria por bem pago».
         
                                                                    Revista “Cruzada” – Braga, Portugal  – Outubro de 2002